Depois de reuniões das executivas estaduais, tanto o PSDB quanto o MDB decidiram liberar seus filiados, portanto, sem indicar voto em Gelson Merisio (PSD) ou em Comandante Moisés (PSL).
A reunião dos tucanos aconteceu já na tarde de segunda-feira (8). O clima de descontentamento pelas derrotas não impediu a leitura política de uma eleição atípica, mais curta, muito concentrada nas redes sociais e com o fenômeno Bolsonaro.
Mesmo não definindo posição, a maior parte das lideranças tucanas já anunciou que vai para o lado de Moisés em Santa Catarina, assim como vai para Bolsonaro no segundo turno nacional, uma vez que Geraldo Alckmin ficou de fora. Ontem à tarde foi a vez do MDB. Também com clima em nada festivo, apesar de mantidas as posições de melhor MDB do país e de maior bancada na Assembleia Legislativa, o partido não definiu posição, optando por liberar seus filiados.
A reunião da Executiva emedebista teve a presença de Mauro Mariani, do governador Eduardo Moreira, do senador Dário Berger, do ex-governador Paulo Afonso, do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, entre outros líderes. No balanço da campanha, elogios à militância e a decisão de que o foco agora está nas eleições municipais de 2020.
Estratégia 1 O PT estadual fez reunião de Executiva ontem para definir a estratégia de campanha em favor de Fernando Haddad no segundo turno. Uma das definições é promover plenárias regionais.
À tarde, o presidente do diretório municipal do PT de Florianópolis, Carlos Eduardo Souza, Cadu, teve uma reunião com Leonel Camasão (PSOL), que concorreu ao governo do Estado, para organizar plenária que acontece nesta quarta-feira.
Filiados ao PDT e ao PCdoB também devem participar. As conversas com outros partidos em nível estadual estão sendo coordenadas por Décio Lima, que ficou em quarto lugar na disputa pelo Executivo estadual.

Estratégia 2 Ontem ele estava em São Paulo, para reunião com a nacional do partido. Uma das definições é ampliar a atividade das redes sociais de Haddad para contrapor aos avanços de Bolsonaro. O primeiro tem menos de 1 milhão de seguidores no Facebook, enquanto o segundo tem quase 8 milhões.

Pelo lado do PSL a correria não é menor. Em parte pela declaração de Jair Bolsonaro de que não tomaria partido em Santa Catarina. Parece trocadilho, mas não é.

Ainda no primeiro turno Gelson Merisio declarou voto em Bolsonaro, obrigando o Comandante Moisés a se posicionar como verdadeiro candidato do PSL em Santa Catarina e, portanto, legítimo do time de Bolsonaro.
De acordo com a assessoria de imprensa do PSL-SC, o assunto será tratado em reunião no Rio de Janeiro, ainda nesta semana ou, no máximo, na próxima.

O clima na sessão de ontem da Assembleia não era dos mais animados. Quem destoava era o deputado reeleito Neodi Saretta, do PT. "Saímos vitoriosos.

A bancada do Partido dos Trabalhadores foi a única cujos deputados reeleitos aumentaram o número de votos em relação à última eleição." Ainda assim, a bancada petista terá uma cadeira a menos em 2019.

Resistência A ex-prefeita de Bombinhas, Ana Paula da Silva (PDT), mais conhecida como Paulinha, criticou abertamente a entrada de seu partido na grande coligação formada para eleger Merisio.

Ainda na pré-campanha, ela e seu grupo questionaram a direção do partido. Agora eleita como deputada estadual com 51.739 votos, ela partiu para cima do deputado Rodrigo Minotto, reeleito com 26.623 votos.
Ontem, na Assembleia Legislativa, ela provocou uma discussão que só não foi além porque entrou em cena a turma do deixa disso. A eleição passou, mas os questionamentos de Paulinha, não.

Passado o primeiro turno das eleições gerais, a Associação de Diários do Interior (ADI-SC) e a Associação dos Jornais do Interior (Adjori-SC) dão continuidade ao projeto Cobertura Eleições SC 2018 - Jornais Impressos e Digitais, ouvindo os eleitos e acompanhando o segundo turno, com a disputa entre Gelson Merisio (PSD) e Comandante Moisés (PSL). Nesta edição, Merisio fala sobre as diferenças regionais, mesmo assunto que será tratado por Moisés na próxima edição da Coluna Pelo Estado. 
 
MERISIO
"Eu vejo o Estado com duas funções: ser um protetor dos desamparados e um regulador de oportunidades. Defendo que as regiões mais deprimidas economicamente tenham tratamento tributário diferenciado.
É no que eu acredito como forma de redistribuir o crescimento econômico e manter um dos maiores patrimônios do nosso estado, o equilíbrio entre todas nossas regiões.
Outra medida extremamente importante para esse equilíbrio é a duplicação da BR-282 do Oeste até Campos Novos e depois a ligação com a BR-470 totalmente duplicada, Isso também manterá nosso modelo de equilíbrio entre todas as regiões.
A 282 e a 470 formam, juntas, uma artéria que conecta várias regiões aos portos. Mas essa nossa artéria está entupida. Sem corrigirmos isso, o sistema todo irá infartar."