O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), esteve em Florianópolis nesta sexta-feira (30) e discursou para mais de 300 pessoas no Auditório Antonieta de Barros, da Assembleia Legislativa. Ele criticou o problema fiscal do país de modo geral, principalmente sobre a distância entre o orçamento público e a realidade da economia brasileira. Maia defendeu “se volte a andar de braços dados com a sociedade” e criticou o engessamento do orçamento federal, que destina 94% da verba para despesas obrigatórias.

O presidente da Câmara federal foi recebido pelo empresário Marcello Petrelli, presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e TV (Acaert), entidade responsável pela realização do Movimento Brasil – Conhecer, Contribuir Agir. Já na Assembleia, esteve no gabinete do deputado Julio Garcia (PSD), presidente da Casa.

Já no espaço do evento, Garcia provocou: “Se é verdade que estamos vivendo tempos de mudança, precisamos aprender a conviver com as mudanças. E só se aprende a conviver se nós debatermos e nos prepararmos para enfrentar as mudanças”. Ele encerrou o pensamento afirmando que Maia é, “sem dúvida nenhuma”, a maior liderança política do Brasil: “Jovem, experiente, preparado, competente, patriota e tem espírito público. É isso que nós queremos dos nossos líderes”.

Maia defendeu “se volte a andar de braços dados com a sociedade” e criticou o engessamento do orçamento federal | Foto Divulgação

Setor produtivo

O setor produtivo catarinense teve espaço para se manifestar durante o evento realizado na Assembleia Legislativa. O presidente do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem), Mario Cezar de Aguiar, presidente da Federação das Indústrias, cumprimentou Rodrigo Maia enaltecendo a atuação do deputado na defesa da democracia e dos avanços que o Brasil precisa.

“O senhor tem se mostrado exímio articulador, mostrando equilíbrio em meio à polarização exagerada que o Brasil vive. Precisamos disso mesmo. Ponderação e foco nas reformas há tanto tempo esperadas pelo setor produtivo”, elogiou o líder industrial.

Por sua vez, o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, começou sua fala com um dado impactante: quase 2 mil horas é o tempo gasto anualmente pelas empresas brasileiras para calcular e pagar impostos. “O dado é do Banco Mundial. O nosso sistema tributário é extremamente burocrático, além de oneroso.”

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