Concluído o período de votação em Santa Catarina, neste domingo (7), a ocorrência mais grave foi em Morro da Fumaça, no Sul de Santa Catarina. Um eleitor invadiu a sessão com uma marreta nas mãos e passou a desferir golpes contra uma urna eletrônica.

O vândalo foi imediatamente contido por populares e policiais, sendo levado para a delegacia do município. Como as marretadas não chegaram a danificar as mídias com as informações sobre os votos que já tinham sido dados, não houve prejuízo ao processo eleitoral, sendo necessária apenas a substituição da urna destruída.

Um dos motivos para este comportamento pode estar nas fake news, que marcaram essa disputa eleitoral. Foram muitos os boatos que davam conta que as urnas eletrônicas só estavam computando votos para um determinado candidato. Eleitores chegaram a se manifestar em frente a um dos cartórios eleitorais da Capital, bem próximo à sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC).

Eles reclamavam que tinham votado e a foto do seu candidato à presidência não havia aparecido na tela. Em uma coletiva à imprensa que se concentrava no TRE-SC, o presidente do poder, desembargador Ricardo Roesler, afirmou que foram feitas todas as verificações desde a primeira notícia sobre este problema.

A conclusão a que se chegou é que todos os votos foram computados normalmente, mas em algumas urnas houve um pequeno atraso no o processo eletrônico, tratado tecnicamente de delay, o que levou à confusão. 

Cobertura minuto a minuto

A partir das 17 horas, todos os jornalistas que estavam na cobertura das eleições na Sala de Imprensa do  TRE-SC só tinham olhos para os telões com os resultados que chegavam das urnas. O primeiro município a fazer a totalização de suas oito sessões foi Ponte Alta do Norte, no Planalto, exatamente às 17h35.

A todo instante eram feitas as atualizações dos dados, que ganhavam mais celeridade na proporção em que avançava para o final da apuração.

"Alertamos muito sobre o risco das fake news. Aos partidos, aos

candidatos e aos eleitores. Ainda assim, os boatos tomaram conta das redes sociais, principalmente nos últimos dias. Mas não podemos dizer que houve quebra da normalidade."

Desembargador Ricardo Roesler, presidente do TRE-SC

Nos primeiros números, uma surpresa. Comandante Moisés, candidato do PSL ao Executivo estadual, aparecia na frente, mesmo estando em quarto lugar nas pesquisas. Sem dúvida, a consolidação do nome dele como candidato de Bolsonaro em Santa Catarina ajudou para angariar muitos votos na reta final.

Todos os candidatos votaram normalmente em Santa Catarina, sem serem provocados por eleitores ou adversários políticos. A esperança é que essa calma perdure para que o estado e o país reencontrem as condições de normalidade.

Entretanto, além das marretadas na urna de Morro da Fumaça, outra ocorrência chamou a atenção. Foi a prisão do prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Campos (PSD), por prática de boca de urna. No município de Treze de Maio, o prefeito Clesio Bardini de Biasi (PP) também foi denunciado por estar fazendo boca de urna. A polícia se limitou a dispersar o grupo.

No total, até o fechamento dessa edição, a Polícia Militar atendeu a 110 ocorrências, por boca de urna ou propaganda eleitoral. Em 62 casos foi configurado o crime eleitoral. Em coletiva à imprensa, o comandante geral da PMCS, Araújo Gomes, disse que o trabalho das forças de segurança foi preventivo, o que ajudou a manter a normalidade da votação.

Fila

 A dificuldade de algumas pessoas para efetivar o voto levou à formação de muitas filas. O tempo médio para o voto, estimado pelo TSE que ficaria em 2 minutos, em alguns casos levou mais de 5 minutos.

Por conta disso, 40 minutos após o encerramento oficial da votação, cinco municípios catarinenses ainda registravam filas. Os eleitores receberam senhas para poderem votar sem maiores problemas.

Os problemas técnicos também ficaram dentro da normalidade para o TRE. Até as 16h30min foram registradas 118 ocorrências, resultando na substituição de 58 urnas.