O presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte, teve um espaço na sessão de ontem na Assembleia Legislativa para apresentar a 10ª edição da Agenda Legislativa da Indústria 2018. A publicação, com mais de 170 páginas, traz o posicionamento da entidade sobre projetos e medidas em tramitação na Casa. No total, 43 proposições foram analisadas sob a ótica do setor industrial em temas como administração e políticas públicas, meio ambiente, assuntos econômicos e tributários, institucionais e de infraestrutura. Nas edições de 2015 e 2016 a coluna das convergências era maior que a das divergências. Em 2017 e 2018 esse cenário mudou. Falando especificamente de 2018, há concordância da Fiesc sobre 47% das propostas em tramitação, e discordância sobre 53%, fato explicado na apresentação da Agenda pela forte crise econômica. No começo de sua explanação, Côrte mostrou um resumo dos indicadores da economia catarinense, tomando por base o comportamento do setor industrial. E destacou que, enquanto no Brasil a indústria responde por 22% da formação do Produto Interno Bruto (PIB), no estado esse índice sobre para 28%. O líder industrial comemorou a estimativa do Banco Central de que Santa Catarina cresceu 6% em janeiro, contra 3% da média nacional. Sobre a Agenda propriamente dita, Côrte enalteceu o ambiente de debate que se instalou. “A Assembleia tem contribuído muito para assegurar um ambiente institucional favorável aos investimentos, à geração de emprego, para impedir aumentos de carga tributária.” O vice-presidente da Assembleia, deputado Silvio Dreveck (PP),  disse que o relacionamento com a Fiesc é “profícuo”, porque resulta em matérias que contribuem com a sociedade catarinense. “Trinta por cento do que se produz em Santa Catarina e 12% do que é exportado por nosso estado têm origem na indústria. Isso é muito relevante e deve ser considerado.” Vovô de primeira viagem O deputado federal Esperidião Amin, pré-candidato do PP-SC ao governo do Estado, foi à Assembleia ontem à tarde para acompanhar a apresentação feita por Glauco Côrte. “Sempre que posso prestigio as iniciativas da Fiesc e me orgulho dos resultados que o setor traz para Santa Catarina.” Ainda assim, avisou ao próprio presidente da Fiesc que votará contrariamente ao projeto do governo que tramita na Câmara dos Deputados que prevê a reoneração das folhas de pagamento. “Reoneração é uma parte da renúncia fiscal. São R$ 11 bilhões por ano”, justificou. Ele tem projeto apresentado que exige que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) crie critérios para avaliar as vantagens e desvantagens da renúncia fiscal em três vertentes - geração ou manutenção de empregos, consumo e competitividade. De acordo com Amin, até o final de 2018 o volume total de renúncia fiscal será de R$ 287 bilhões. “São valores que deixarão de ser arrecadados ou que serão pagos a título de incentivo, sem que se saiba quais os benefícios.” O tom grave do deputado federal mudou completamente quando falou do nascimento de sua primeira neta, no domingo (25). “Hoje a minha inspiração é a Catarina”, disse mostrando a foto da bebê em seu colo, registro feito horas antes. Energia sem tributos Líder da bancada do MDB, deputado Mauro De Nadal está otimista de que o Estado seja autorizado, pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a isentar o ICMS na produção de energia solar fotovoltaica. Reunião dos secretários estaduais da Fazenda será em Brasília, no dia 3 de abril. Em fevereiro, Nadal fez indicação ao governo do Estado pleiteando o incentivo para o setor de energia limpa. Santa Catarina e Paraná são os dois  estados que ainda não estão no programa. ADRs... de novo  O deputado Vicente Caropreso (PSDB) aproveitou o momento de comentar o lançamento da Agenda Legislativa da Indústria 2018 para anunciar que está fazendo “estudos profundos” sobre as Agências de Desenvolvimento Regional. Por enquanto, sua opinião é a de que o modelo precisa ser revisto. “Como está, é mesmo cabide de empregos.” Saúde 1 O governador em exercício,  Eduardo Moreira, recebe o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, hoje pela manhã. Marun vai oficializar o repasse de recursos para a área da Saúde. O ato terá a participação de deputados estaduais e federais, além do secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, e o adjunto da Fazenda, Marco Aurélio Dutra. Saúde 2 Governo federal autorizou o atendimento de alta complexidade no Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra. Ao oferecer, pelo SUS, neurocirurgias e procedimentos cardiovasculares, o Planalto Norte preenche o vazio assistencial e desafoga outros centros, como Joinville.  O deputado federal Mauro Mariani, pré-candidato ao Executivo estadual pelo MDB, atuou para a decisão do governo. Ele disse que mais de 400 mil pessoas de 13 cidades serão beneficiadas.