Dedico esses dizeres a todos os meus colegas, professores.

Aprentemente, sinto-me perdida num mundo decrépito
Impossibilitada de escrever, mas não de pensar, o futuro
Estou presa à quarentena e observo meus companheiros
Estão resolutos, inabaláveis e perseverantes
E seguem como seres autótrofos fotossintetizantes
Produzindo o próprio alimento para a alma rutilante
Direciono-me a olhar a enorme realidade
O presente é tão vasto; abarca segundos em uma imensidão
Por favor, não nos separemos na adversidade
Nesse momento, o alento é unirmo-nos aos irmãos
– Até inda agora a palavra “irmão”
Era encontrada com força apenas no sermão...

Não quero grafar o silêncio do cantar de uma história
Nem o barulho de desespero de outra.
Não quero grafar o suspiro final de outrem
Nem o barulho de quem ficou sem alguém.
Não quero grafar a interrupção derradeira da aula do professor
Nem o olhar saudoso e melancólico do aluno interlocutor.
Não quero grafar a rotina incansável da enfermeira e do doutor
Nem o barulho do hospital que soa no corredor.

O tempo é a rara substância
O que temos para esse momento escasso de abundância
O tempo presente
Que se faz latente
E os homens existentes?
Seguem diligentes...
Pois, visivelmente, entenderam
Que o “inimigo invisível”
Pode devastar a vida corrente.

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