Admiro muito a vida dos agricultores! Isso já chama a minha atenção há tempo… desde quando estudava e fazia estágio no Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC) até conhecer meu marido e sua família querida e admirável (cujas raízes pertecem à agricultura). Quem já leu a Bíblia sabe que Jesus também costumava usar a linguagem rural para suas ilustrações…

Como aprendemos observando a natureza e a vida no campo! Quando o semeador lança a semente na terra, podemos relacionar esta ação à vida, porque o ato de semear nos ensina a respeito de nossos sonhos e projetos, haja vista a relação do semeador com a semente e desta com o solo.

É preciso entendermos que, se quisermos colher, precisamos aprender a semear… O processo exige que abramos mão da semente que será lançada na terra, e após devemos suportar as dificuldades do cultivo (são inúmeras). Assim sendo, seguimos esperando o “tempo certo” da planta: com o devido respeito ao processo, na observância do crescimento desta, tendo em vista que a colheita será proporcional ao plantio e, especialmente, compreender a “dependência” que há nesta relação com “o outro” (tempo, clima, métodos, profissionais para o trabalho e outros).

Nessa linha, gostaria de frisar que o ensinamento também consiste na crença da fluidez, pois não há total controle de tudo o que está envolvido no referido processo. Por conseguinte, chama-me a atenção sempre que acompanho essa atividade referente à agricultura, pois nela jaz o cultivo da paciência, da espera e da aceitação - algo raro no mundo de hoje.

Enfim, teço essas reflexões para chegar à tese de que “para aprender a plantar é preciso semear”. Por essa razão, continuemos semeando e plantando a fim de gerarmos as nossas colheitas presentes e futuras que, certamente, são e serão proporcionais ao nosso plantio. Quanto mais plantarmos, mais colheremos… E somente poderemos colher aquilo que plantamos.

Boa semeadura a todos!

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