Recentemente, vivenciamos um momento atípico originado pela pandemia do coronavírus e presenciamos um grande movimento em torno do ensino escolar no que tange ao desenvolvimento tecnológico para a possível realização das interações em sala de aula, com destaque para as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (doravante TDIC), uma vez que as respostas já não mais estavam dadas, e sim os questionamentos sobre o que fazer? De que modo? Até quando?.

Passou-se, pelo menos, um ano e meio do início da pandemia no Brasil, todavia, o cenário atual, outubro de 2021, mostra-se, ainda, dependente do seu protagonista, o professor, que se responsabilizou, em grande parte, pela organização da condução das aulas em formato híbrido, por meio de envio de atividades, aulas presenciais, aulas on-line, entre outras condutas.

A escola, por sua vez, em 2021, estruturou-se para viabilizar a aula de modo híbrido, com aquisição de computadores, ferramentas tecnológicas, câmeras, áudios, termômetro, álcool gel, máscaras e o distanciamento social na sala de aula, assim como no ambiente escolar. E, assim, todos seguiram e seguem na tentativa de somar horas-aula para totalizar as 800 h/a correspondentes ao ano letivo a fim de cumprirem com sua obrigação legal, porém cada instituição vem fazendo à sua maneira e a classe docente permanece ativa, vacinada e diligente, de modo resiliente.

Na última sexta-feira, dia 15 de outubro de 2021, foi dia do professor e relembro o artigo 24 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que regulamenta que as escolas, no Brasil, devem cumprir pelo menos 200 dias letivos anuais, distribuídos em dois semestres, totalizando, no mínimo, 800 horas, ou seja, 48.000 minutos. Apesar disso, o que, infelizmente, não se regulamentou na lei brasileira, durante o regresso das aulas este ano, foi a prioridade para a vacinação dos profissionais da área da educação antes do retorno ao ensino presencial. Muitos de nós foram vacinados após o início das aulas, como eu, por exemplo.

Nesse sentido, ressalto que temos muito a percorrer para transformar a realidade da nossa profissão e do nosso país, e cumprimento todos os PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, sublinhando que, apesar das mudanças desafiadoras que estamos enfrentando e ainda enfrentaremos; com estudo, planejamento e vontade podemos criar, inovar e realizar uma educação com ética e empatia, visando à resolução de conflitos, à cooperação, à reflexão, à motivação e ao posicionamento crítico, uma vez que somos agentes de transformação social.

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