O biólogo da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), Christian Raboch, já resgatou inúmeros filhotes de animais silvestres, como patos selvagens, gambás, guaxinins e outros. Mas em um deles aconteceu algo inusitado. “Eu resgatei uma cobra coral-verdadeira e no outro dia, quando fui soltá-la, tive uma grande surpresa – ela havia colocado vários ovos, que pareciam ‘tic-tacs gigantes'”, conta o biólogo, que acabou cuidando deles em casa.
Para isso, Christian pegou um pote vazio de sorvete para acondicionar os ovos, colocou vermiculita, que é um mineral que retém a umidade, borrifou água algumas vezes e, depois de dois meses, nasceram os filhotes.
Conforme iam nascendo, os filhotes eram separados para evitar a predação entre eles, já que a cobra-coral se alimenta de outras cobras. Depois de dois ou três dias, tanto a mãe quanto os filhotes foram soltos em área de mata conservada, onde não havia residências em um raio de, pelo menos, dois quilômetros. “Elas são peçonhentas, mas só apresentam perigo se forem manuseadas”, explica o biólogo.
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Em caso de aparecimento de animais silvestres – peçonhentos ou não – as pessoas devem entrar em contato com a Fujama, através do telefone (47) 3273-8008. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h.
Em caso de picada de cobra
Caso seja picado por uma cobra, não se deve amarrar o local. Segundo o biólogo Christian Rabock, o torniquete pode aumentar o risco de necrose e resultar até em amputação; não se deve cortar o local, fazer perfurações ou sucção, apenas lavar com água e sabão; a vítima deve ser levada o mais rápido possível ao hospital; é importante tentar identificar a serpente (pode ser por foto, se possível) pois isso facilitará para escolha do soro antiofídico a ser aplicado.
Onde ligar
Entre em contato com os Bombeiros (193) ou com a Polícia Ambiental da sua cidade (190);
Em caso de acidente com serpente, entre em contato com o Samu (192), os Bombeiros (193) ou se dirija ao hospital público mais próximo.
Em caso de dúvidas ou orientações sobre procedimentos de primeiros socorros, ligue para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), pelo telefone: 0800 643 5252.