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Estado apresenta planejamento para redução de filas de espera para cirurgias eletivas

Foto: Pixabay

Por: OCP News Criciúma

23/06/2022 - 20:06 - Atualizada em: 23/06/2022 - 20:59

Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (23/6), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recebeu resposta da Secretaria de Estado da Saúde (SES) para as demandas e propostas apresentadas a fim de reduzir as filas de espera por cirurgias eletivas e dar maior transparência ao fluxo dos procedimentos.

Em 11 de maio, o MPSC levou ao Secretário de Saúde e sua equipe um diagnóstico da situação da área no estado, destacando possíveis soluções para filas de espera – incompatíveis com a garantia do direito à saúde da população -, que passam por maior transparência, eficiência na avaliação e no controle e adoção de medidas específicas para o enfrentamento das filas.

O diagnóstico foi produzido pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do MPSC (CDH), a partir da identificação, por parte do Conselho Superior do Ministério Público, do crescimento do número de procedimentos tratando da demora excessiva para atendimento de pacientes em diversas comarcas catarinenses.

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“As filas sempre foram grandes historicamente e se avolumaram durante a pandemia em função dos períodos em que esses procedimentos foram suspensos para garantir o atendimento das pessoas adoecidas pela Covid-19. Agora o Estado precisa retomar e ampliar a oferta dessas cirurgias para vencer essas filas de espera”, avalia o Coordenador do CDH, Promotor de Justiça Douglas Roberto Martins.

Na primeira reunião, a Secretaria de Saúde se comprometeu a corrigir problemas no Portal da Transparência e a apresentar um planejamento detalhado das ações que está tomando para ampliar a oferta de serviços e acelerar os atendimentos.

O planejamento da SES envolve chegar até o final do ano com uma redução de 30% da fila, considerando que durante o ano a projeção é de que cerca de 150 mil pessoas vão necessitar de procedimentos, somando-se ao volume de solicitações que já aguardavam por atendimento ao final de 2021 – a média atual é de mais 12 mil pessoas por mês ingressando nas filas por cirurgias.

O objetivo da SES é que todas as pessoas que tenham entrado em fila por cirurgia até dezembro de 2021 sejam atendidas até o final deste ano.

“Agora vamos discutir internamente este planejamento e levar ao conhecimento da Procuradoria-Geral de Justiça para avaliarmos as metas que foram apresentadas e a partir disso podermos acompanhar e exigir que até o final do ano essas projeções sejam cumpridas e até mesmo batidas”, completa o Coordenador do CDH.

Redução de filas de espera no SUS é prioridade para o MPSC

A questão das filas de espera para procedimentos na saúde pública é tratada com atenção pelo MPSC. No Plano Geral de Atuação 2022/2023, o Ministério Público elencou como prioridade institucional na área dos direitos humanos o programa “Saúde sem demora – enfrentamento das filas de espera do SUS”, visando a contribuir para a redução do tempo de espera dos serviços de assistência ambulatorial e hospitalar.

Antes, desenvolveu o projeto “Transparência nas listas de espera do SUS” – destaque no Prêmio Innovare 2019 e vencedor do Prêmio de Boas Práticas em Gestão Pública de Santa Catarina 2020 -, para garantir aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) o direito à informação sobre sua posição nas listas de espera por serviços de saúde.

Essa transparência estimula o exercício do controle social quanto ao respeito à ordem de espera e à necessidade de aplicação de recursos públicos com base na demanda divulgada na internet.

A coleta, o tratamento e a disponibilização dos dados em painéis de análise trazem apoio à tomada de decisão, seja do próprio MP, seja dos municípios. Hoje, os 295 secretários municipais de saúde têm à disposição um painel com subsídios para direcionar a sua atuação.

O uso destes painéis permitiu, por exemplo, que o MPSC identificasse uma lista de espera de mais de 100 mil cirurgias eletivas em Santa Catarina no mês de abril deste ano, indicador que levou a instituição a intensificar a cobrança de uma resolução do problema ao Estado.

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