Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

140 municípios catarinenses aplicaram vacina fora do prazo da bula

Foto: Divulgação/ ilustração

Por: Pedro Leal

13/07/2021 - 10:07 - Atualizada em: 13/07/2021 - 12:25

O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) apresentou um raio-X da situação da vacinação no estado. O levantamento realizado por meio do processo LEV 21/00361842 verifica as ações das administrações municipais para garantir a imunização da população contra a Covid-19 e partiu de informações coletadas dos 295 municípios catarinenses. O objetivo é identificar as lacunas nas ações de saúde até o momento e apontar caminhos para a correção de falhas.

“Estes estudos reforçam o papel que o TCE catarinense tem adotado no sentido de acompanhar a gestão e buscar meios de contribuir para o serviço público de qualidade, que no caso das vacinas passa pela sua oferta, de maneira célere, a toda população de Santa Catarina, observada a legalidade nos procedimentos de sua aquisição e aplicação”, explica o presidente da Corte de Contas, conselheiro Adircélio de Moraes Ferreira Júnior.

O resultado do levantamento feito pela Diretoria de Atividades Especiais (DAE) foi encaminhado pelo diretor-geral de Controle Externo, Marcelo Brognoli da Costa, à Presidência e ao conselheiro Luiz Eduardo Cherem, relator temático da gestão da pandemia dentro do Tribunal de Contas, para as providências cabíveis. “O estudo proporcionado pelo TCE/SC detalha o enfrentamento da pandemia pelo Estado e nos municípios mostrando os erros e acertos das administrações. Servirá em um futuro próximo para melhoras as práticas sanitárias dos jurisdicionados”, afirma Cherem.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Os municípios responderam 54 perguntas divididas em temas que abordam os planos de vacinação de cada um deles, a infraestrutura disponibilizada, a organização dos grupos prioritários e os mecanismos de controle.

Com a data de corte de 7 de maio, o estudo apresentou dados relevantes para as políticas públicas, como o fato de a maioria dos municípios ter optado por não fazer a reserva para a segunda dose dos imunizantes (Saiba mais). Como consequência dessa medida, há um outro dado complementar: o reconhecimento por parte de 47,46% dos municípios de que aplicaram a segunda dose fora do prazo estabelecido pela bula do medicamento.

“O diagnóstico apresentado pelo levantamento auxilia os municípios a encontrar caminhos que possibilitem a melhor aplicação dos recursos disponíveis e a melhoria da gestão da vacinação”, explica a diretora de Atividades Especiais, Monique Portella. Na avaliação da diretora, o trabalho se justifica pela materialidade (grande quantidade de recursos públicos envolvidos), pela relevância (atualidade e importância do assunto) e pela criticidade (situações críticas efetivas e indesejadas). O levantamento foi realizado pelos auditores fiscais de Controle Externo Renato Costa e Ricardo Cardoso da Silva.

Alguns dos dados levantados pelo TCE/SC a partir dos questionários aplicados aos 295 municípios catarinenses:

  • 94,92% criaram mecanismos para estabelecer grupos prioritários
  • 67,8% montaram drive-thrus para a vacinação
  • 100% tinham vacinação domiciliar para pessoas impossibilitadas de locomoção
  • 13,22% disseram não ter profissionais de saúde suficientes
  • 2,71% disseram não ter seringas suficientes para a aplicação das doses
  • 3,05% disseram não ter agulhas suficientes para a aplicação das doses
  • 52% responderam ter em estoque vacinas para a aplicação da segunda dose da Coronavac
  • 39,32% tinham estoque para a segunda dose de vacinas da Astrazeneca
  • 3,05% tinham estoque para a segunda dose de vacinas da Pfizer
  • 47,46% aplicaram a segunda dose fora do prazo indicado pela bula

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).