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No evento de 70 anos, Fiesc defende democracia e harmonia entre poderes

Conceito considera que, além de gerar empregos e arrecadação, a indústria é uma atividade inspiradora e, a exemplo dos artistas, busca continuamente a excelência / Arte de Jaison Henicka

Por: Pedro Leal

01/06/2020 - 13:06 - Atualizada em: 01/06/2020 - 13:12

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, reforçou nesta sexta-feira (29), em evento digital que celebrou os 70 anos da Federação, o apoio do setor industrial às medidas que preservam emprego e renda.

“O Brasil precisa de foco, alinhamento e conciliação em torno das causas comuns. O industrial catarinense não abre mão da democracia, quer a harmonia entre os poderes e tem coragem para dizer que apoia as medidas do governo que geram e preservam empregos e desenvolvimento. Queremos rever o pacto federativo que centraliza em Brasília os recursos arrecadados”, frisou.

Aguiar lembrou os desafios que ainda devem ser enfrentados.

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“Nossos industriais já superaram incontáveis desafios nas últimas sete décadas. Outros tantos ainda precisam ser enfrentados, como as reformas necessárias para dotar o País de um sistema tributário inteligente e que estimule a produção; a redução da burocracia; a inclusão do estado no Plano Logístico Nacional; e a divisão com o setor público dos custos da atual crise, que por enquanto estão restritos à iniciativa privada”, observou.

Em sete décadas de existência, a Federação coleciona grandes feitos. “Só no nosso estado o salário mínimo regional é negociado entre empregadores e trabalhadores. Produzimos um código ambiental que referenciou a legislação nacional”, citou.

“Contribuímos de maneira decisiva para o código de defesa do contribuinte, para a modernização da legislação trabalhista e para outras reformas estruturantes, tanto em nível estadual quanto nacional. A Fiesc é protagonista na busca de um ambiente melhor para os negócios, sem o qual, não teremos crescimento sustentável”, acrescentou.

A celebração dos 70 anos da Fiesc leva o conceito “Indústria, estado da arte”.

Com ele, a entidade ressalta a beleza de transformar matéria-prima em produtos desejados e valorizados pelas pessoas, pois “estado da arte” é o mais próximo que se pode chegar da perfeição. Santa Catarina é destaque em todos os indicadores econômicos, especialmente nos ligados ao emprego.

“Provavelmente, o atual momento é o mais grave pelo qual passamos nos 70 anos de nossa instituição. A Fiesc, desde o início da pandemia, mobilizou a indústria e cumpriu seu papel de articuladora. Ouviu os industriais e levou suas propostas ao setor público, apoiando o governo na definição de protocolos de segurança para que a atividade produtiva pudesse retornar, sem abrir mão das garantias necessárias à saúde dos trabalhadores e da população”, lembrou o presidente da entidade.

Foi pensando no pós-crise, que a Federação apresentou há alguns dias o projeto Travessia, uma proposta que contempla quatro frentes: reinvenção da indústria e da economia; investimento em infraestrutura; atração de capital e pacto institucional.

“Juntos reinventaremos a indústria. A Fiesc participará ativamente deste processo e reafirma seu compromisso com o setor e com Santa Catarina. Nossa obra-prima é a capacidade de transformar insumos em bens, empregos, impostos, desenvolvimento, inclusão, e, principalmente, em esperança de dias melhores”, finalizou Aguiar.

Ainda durante a live, o secretário de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, destacou que o governo tem elaborado medidas para a preservação dos trabalhadores, dos industriais e do ambiente de negócios no Brasil.

“Trazemos aqui um pouco do que o governo federal tem feito e que estamos analisando em conjunto com vocês para que possamos superar esse momento de pandemia. Durante toda a crise, apesar da distância por motivos de saúde, estamos nos aproximando com a tecnologia. E isso fez com que tivéssemos que nos reinventar como humanos e como profissionais”, disse.

Bianco salientou o diálogo com a FIESC e destacou que, devido à crise, o governo traçou novas linhas de atuação em conjunto com os empresários.

“Sempre tenho dito: não há emprego sem empresário e não há empresário sem empresa”, salientou.

 

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).