RESUMO DA NOTÍCIA
- 40 lixeiras instaladas recentemente em Jaraguá do Sul foram vandalizadas total ou parcialmente
- O custo de cada lixeira é de R$ 254, sendo R$ 200 o valor do equipamento e R$ 54, a instalação
- O Poder Público pede conscientização da comunidade para evitar situações de depredação
Quem passa regularmente pelo centro de Jaraguá do Sul deve ter presenciado uma triste cena: a depredação de lixeiras recém instaladas na cidade. Atos contra o patrimônio público estão dando prejuízos para a própria população: somente nas últimas semanas, 40 foram destruídas por vândalos.
De acordo com o secretário de Planejamento e Urbanismo, Eduardo Bertoldi, desde o ano passado, quando a Prefeitura iniciou as instalações dos equipamentos, em menos de uma hora, três lixeiras já haviam sido destruídas.
Bertoldi informa que já foram instaladas mil lixeiras novas pela área central da cidade e em algumas ruas dos bairros. Porém, estes casos de destruições contra um bem público tem se tornando algo diário no município, o que preocupa.
“Nós tentamos fazer um trabalho de qualidade. É muita burocracia para fazer as instalações e no final vemos cenas como essa. Ao invés da comunidade preservar, depredam algo que pertencem a eles também. É revoltante”, reclama.
Cada lixeira, segundo o secretário, custou R$ 254. Sendo R$ 200 o valor do equipamento e R$ 54 a instalação. Apesar disso, Bertoldi não soube estipular um prejuízo exato das depredações. Segundo ele, é muito variável, pois algumas lixeiras são novas e outras foram recuperadas.

Foto: Prefeitura/Divulgação
Conforme Bertoldi, a Prefeitura demorou para descobrir os atos de vandalismo, pois imaginavam que o estrago nas mais antigas poderia ser devido ao tempo, que deteriora a conservação. “Todas estavam precárias. Começamos a perceber que era depredação quando a população verificou e veio comunicar através do serviço de Ouvidoria”, explica.
O secretário revela ainda que a Ambiental, empresa responsável pela coleta e transporte do lixo, também faz fiscalizações nesses pontos. “Quando eles encontram algum lixeiro em estado deplorável, a empresa nos comunica imediatamente”, salienta.
“Cobram do poder público, mas não valorizam”, destaca presidente da Ujam
Para o presidente da União Jaraguaense das Associação de Moradores, (Ujam), Walmir Ferreira Cristovão, casos como esse já se tornaram frequentes. Principalmente aos finais de semana. “Cansei de ver jovens destruindo esses patrimônios. A Prefeitura não faz para bonito. Infelizmente cobram do poder público, mas não valorizam”, pontua.
A manutenção desses equipamentos vem através do dinheiro público. Além disso, a depredação de patrimônios públicos ou privados é crime. Segundo o secretário, a Polícia Militar já foi informada sobre o ato e está investigando a autoria. Outra forma de colaborar e diminuir cenas como essa é denunciar através do serviço de Ouvidoria da Prefeitura.
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