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“Não havia possibilidade de ele sair da delegacia”, afirma delegado sobre prisão de homicida em BC

Delegado deu entrevista coletiva na manhã desta quinta | Foto: Reprodução Facebook/OCP News

Por: Claudio Costa

04/04/2019 - 12:04 - Atualizada em: 04/04/2019 - 12:34

A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (4), uma entrevista coletiva sobre a prisão de Paulo de Carvalho Souza, 42 anos, que matou a namorada, a também advogada Lucimara Stasiak, 29 anos, e ficou com o corpo por cerca de seis dias em um apartamento em Balneário Camboriú. Segundo o delegado Ícaro Malveira, uma fiança de R$ 50 mil foi arbitrada, mas “não havia possibilidade de ele sair da delegacia”.

“O crime de ocultação de cadáver, pelo qual foi preso em flagrante, tem pena máxima de 3 anos. Nesses casos, infelizmente, a lei me obriga a arbitrar uma fiança. Paralelamente a isso, estava trabalhando na prisão preventiva por feminicídio. A Justiça aceitou o pedido por volta da meia noite e meia”, explica, “Ele já está preso pelo feminicídio”, completa.

Paulo estava acompanhado de três advogados na delegacia. O delegado afirmou que ele se manteve em silêncio durante o depoimento. O homicida está preso no Presídio de Canhanduba, em Itajaí, e deve realizar uma audiência de custódia pelo crime de ocultação de cadáver na tarde desta quinta, no Fórum de Balneário Camboriú.

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Problemas psicológicos

Ao ser perguntado uma carta e um diário escritos por Paulo, Ícaro afirmou que o investigado deve estar tentando forjar problemas psicológicos. O delegado reiterou que não acredita nessa hipótese. “Não acredito em insanidade. Eu acredito que a morte teve a ver com o convívio amoroso dos dois. Nós encontramos uma receita de remédio para depressão no apartamento. Mas depressão a maior parte da população tem e nem por isso as pessoas saem matando”, destaca.

O delegado afirmou antes da prisão, ocorrida na noite desta quarta, ele quebrou uma lâmpada na sacada, comeu cacos de vidro e tentou cortar os pulsos. Informalmente, durante as negociações, Paulo confessou aos policiais militares que havia matado Lucimara. O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP)  apontou que a morte ocorreu há pelo menos seis dias.

Investigação

O inquérito sobre o feminicídio vai continuar durante o próximo mês. Ícaro vai buscar  entender quais as motivações do crime e como ele ocorreu. Celulares que estavam no local do homicídio foram recolhidos e levados para para análise no IGP. Amigos de Paulo e Lucimara serão ouvidos no inquérito.

“O corpo estava em estado avançado de decomposição. Segundo a perícia o corpo estava naquele quarto há pelo menos seis dias. É provável que ele estava tentando elaborar uma forma de se livrar deste corpo, seja retalhando ou se livrando durante a madrugada”, explica.

 

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Claudio Costa

Jornalista pós-graduado em investigação criminal e psicologia forense, perícia criminal, marketing digital, em inteligência artificial e pós-graduando em gestão de equipes.