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Bicicleta tem se tornado meio de transporte alternativo para os jaraguaenses

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Por: Elissandro Sutil

16/01/2019 - 05:01

O aumento da malha cicloviária de Jaraguá do Sul, que saltou de pouco mais de 55,5 quilômetros em 2016 para mais de 63,7 em 2018 mostra que existe demanda e que os jaraguaenses têm aderido às pedaladas.

Os dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) apontam para o mesmo caminho.

Em 2018, o Brasil teve um crescimento de 15,9% na produção em relação a 2017, encerrando o ano com 773.641 unidades produzidas no país e as projeções para 2019 não desanimam. O setor deve crescer 10,8%, atingindo mais de 857 mil unidades produzidas.

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Em Jaraguá do Sul, a história não é diferente, analisa Geferson da Silva, proprietário da Pro Ciclo Bike Shop. Embora já seja um veterano nos pedais, as portas da loja se abriram há quatro meses e neste tempo já foi possível verificar o crescimento do setor com o salto na comercialização.

Ele conta que, apesar de o acréscimo de vendas ser natural nos primeiros meses, nos quais a loja começa a ser conhecida, o salto do primeiro para o segundo mês chegou a 50%.

A motivação para embarcar no negócio próprio voltado à bicicleta foi, justamente, a ascensão do setor.

“Eu percebi uma evolução rápida na parte de vendas. Entrei nesse mercado por causa desse crescimento, percebi essa brecha no mercado que sempre estive envolvido. Vi o crescimento e a oportunidade de entrar no ramo”, conta.

Conhecedor do universo das bicicletas e, agora, como empreendedor, Geferson acompanha uma evolução rápida no número de adeptos e no investimento que fazem em equipamentos e acessórios, pois, como destaca, “o mercado é mais abrangente do que só a bicicleta”.

Para ele, três fatores convergem para esse desenvolvimento: tendência mundial, preocupação com a saúde, estrutura de mobilidade.

Tendência mundial

Ele destaca que a bicicleta como meio de transporte tem sido tendência em inúmeros países e o Brasil tem seguido no mesmo caminho. Além disso, a preocupação com hábitos saudáveis também é um fator determinante.

Para finalizar, o empreendedor cita a infraestrutura de mobilidade como um incentivo para o uso da bicicleta, embora apresente pontos que necessitam de melhora em Jaraguá do Sul.

“Com certeza a estrutura da cidade está melhorando nesse ponto também. Acho que a construção de ciclofaixas está indo no caminho certo. Vejo que uma atenção maior poderia ser dada à manutenção das ciclofaixas das regiões mais afastadas do Centro e, em contrapartida, o ciclista precisa ter a consciência de utilizá-la. Todos precisam fazer a sua parte”, enfatiza.

Geferson acredita ainda que a projeção feita pela Abraciclo não apenas será cumprida como pode ser superada.

“Eu acredito que será daí para melhor até pela questão da estabilidade do país. Acredito que além dos fatores já citados isso também vai incentivar”, finaliza.

Melhor opção de transporte

Trabalho e exercício. Para Ana Méri Thibes, de 29 anos, a bicicleta está intimamente ligada aos dois fatores, afinal, é com ela que a consultora de vendas se locomove para trabalhar e, de quebra, cuidar da saúde.

Uma das mais de 773 mil bicicletas produzidas no Brasil ano passado hoje roda por Jaraguá do Sul e Guaramirim graças a Ana.

“Eu já tinha uma e comprei uma nova, tanto pela saúde quando pela praticidade porque com o trânsito que a gente tem, ela facilita muito. Ao mesmo tempo em que uso ela para fazer as visitas do trabalho, utilizo como exercício físico”, diz.

Assim como a consultora, Julio Freiman, de 26 anos, vai todos os dias de bicicleta para o trabalho. São cerca de quatro quilômetros em 20 minutos de pedalada entre sua casa e a empresa e, segundo ele, a escolha do transporte foi financeira.

“O motivo foi o valor da passagem de ônibus, que está muito cara e mobilidade também. Como é perto de casa é bem mais viável”, afirma.

Além de transporte para o trabalho, Freiman utiliza a bicicleta, comprada há cerca de dois meses, para o lazer e, para ele, é fundamental que a estrutura melhore para incentivar ainda mais a utilização.

“Deveria melhorar bastante, ter mais ciclovias. Por exemplo, indo para o João Pessoa, o acostamento é cheio de buraco dos dois lados, poderia ter uma ciclofaixa em um dos lados”, diz.

Ana Méri concorda e também chama os ciclistas para a responsabilidade de utilizar o espaço quando há.

“A ciclofaixa ajuda e muito, precisamos aumentar. Na Waldemar Grubba os ciclistas precisam usar a calçada. Claro que também é necessária a contrapartida dos ciclistas para utilizar a ciclofaixa”, complementa.

 

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Elissandro Sutil

Jornalista e redator no OCP