Uma nova série de ameaças de bomba contra aviões comerciais provocou desvios de voos, pousos de emergência e operações de segurança em diferentes países da Europa nesta quinta-feira (5). Os incidentes atingiram aeronaves que viajavam para destinos como Itália e Bulgária, mobilizando autoridades e forças militares.
Na Bulgária, três aviões precisaram pousar em aeroportos do país após os alertas. Duas aeronaves, provenientes de Copenhague, na Dinamarca, e Madri, na Espanha, aterrissaram em Sófia. Um terceiro avião, que havia partido de Londres, foi direcionado para Plovdiv.
Outro episódio ocorreu com um Airbus A320 que fazia a rota entre Dublin, na Irlanda, e Roma, na Itália. Após uma ameaça de bomba, a aeronave foi desviada para a base aérea de Évreux, na França.
Os 151 passageiros e seis tripulantes foram encaminhados para locais seguros, enquanto equipes especializadas iniciaram uma inspeção na aeronave. O caso passou a ser acompanhado pelo gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.
Um voo da companhia Finnair, que havia partido de Helsinque, na Finlândia, com destino a Roma, também recebeu uma ameaça. A aeronave foi escoltada por caças da Força Aérea italiana, mas conseguiu pousar normalmente.
Ameaças se repetem em diferentes países
Os novos incidentes ocorreram apenas dois dias depois de pelo menos sete voos comerciais terem sido alvo de ameaças semelhantes na Europa.
Na terça-feira (3), aeronaves das companhias Ryanair, Wizz Air, LOT Polish Airlines e SAS passaram por procedimentos de segurança após alertas de possíveis explosivos.
Entre os casos, dois voos da Ryanair, provenientes de Lisboa e Dublin, foram inspecionados no aeroporto de Fiumicino, em Roma. Passageiros, bagagens e aeronaves passaram por verificações, mas nenhum artefato explosivo foi encontrado.
Na Polônia, uma ameaça também provocou a suspensão temporária das operações no aeroporto de Modlin, próximo a Varsóvia. O funcionamento foi retomado depois que as equipes de segurança descartaram a presença de explosivos.
Outro episódio ocorreu na segunda-feira (2), quando um avião da Wizz Air que seguia de Londres para Sófia precisou ser desviado para Budapeste, na Hungria, sob escolta de caças militares.
Até o momento, não há confirmação de que as ameaças sejam reais, e nenhum explosivo foi encontrado nas inspeções concluídas. As autoridades europeias investigam a origem dos alertas e ainda não identificaram os responsáveis.
A sequência de episódios aumenta a preocupação com a segurança aérea no continente, diante dos transtornos provocados aos passageiros e da mobilização de equipes especializadas em diferentes países.