A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, está com uma consulta pública aberta para receber contribuições da população à construção da Política Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas.
Em um cenário de atenção aos eventos climáticos extremos, com o município já sob influência do El Niño, a iniciativa busca estabelecer diretrizes e estratégias para preparar a Capital para os desafios climáticos atuais e futuros. Entre os temas considerados estão áreas verdes, mobilidade, infraestrutura, recursos hídricos e edificações sustentáveis.
A construção da política segue uma abordagem multissetorial, que envolve diferentes áreas da administração municipal, entidades e comunidades. A proposta é integrar conhecimentos técnicos e sugestões da população para identificar vulnerabilidades, definir prioridades e orientar ações de longo prazo, considerando as necessidades de cada região da cidade.
“Essa política representa um passo importante para consolidar o planejamento climático de Florianópolis. Nosso objetivo é integrar as diferentes áreas da gestão pública em uma estratégia comum, para que as mudanças climáticas sejam consideradas no desenvolvimento urbano e nas decisões que impactam o futuro da cidade”, afirma Ivanna Tomasi, secretária de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano.
Mitigação e adaptação
Uma das frentes de atuação é a mitigação, que reúne medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e contribuir para um modelo de desenvolvimento mais sustentável. Entre as possibilidades estão a ampliação das áreas verdes, o plantio de árvores nas vias urbanas, o incentivo à mobilidade sustentável, a adoção de soluções construtivas mais eficientes e o estímulo ao uso de energias renováveis.
Já a adaptação envolve preparar a cidade e proteger a população, os serviços essenciais e a infraestrutura diante dos efeitos das mudanças climáticas, como chuvas intensas, alagamentos, ondas de calor, elevação do nível do mar e alterações na disponibilidade de água.
“Mitigação e adaptação são frentes complementares, mas têm objetivos diferentes. A mitigação busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa, por meio de iniciativas como o incentivo à mobilidade sustentável, a ampliação das áreas verdes e o estímulo a edificações mais eficientes. Já a adaptação procura reduzir os riscos e a vulnerabilidade da cidade diante de eventos como chuvas intensas, alagamentos e ondas de calor. Uma área verde, por exemplo, pode ajudar a amenizar as temperaturas e contribuir para a absorção da água da chuva. A política deve organizar essas possibilidades em diretrizes, metas e estratégias de longo prazo”, enfatiza Cibele Assmann, gerente de inovação da Prefeitura de Florianópolis.
Participação da população
As contribuições recebidas serão reunidas e analisadas pela equipe técnica da Prefeitura, podendo subsidiar a definição de prioridades, estratégias e ações da política municipal. A consulta busca identificar, entre outros pontos, quais problemas devem receber maior atenção e onde as intervenções podem gerar benefícios para a população.
Entre as sugestões que podem contribuir para o planejamento estão a ampliação de áreas verdes em locais sujeitos a alagamentos, a arborização de ruas com temperaturas elevadas e o incentivo a alternativas sustentáveis de deslocamento. Os moradores também podem apontar áreas vulneráveis e apresentar propostas alinhadas às necessidades de seus bairros.
A participação da população complementa o trabalho técnico e a articulação entre os diferentes setores envolvidos, contribuindo para que as diretrizes da política considerem a realidade dos territórios e orientem as decisões do município a longo prazo.
O formulário on-line pode ser preenchido até 05 de novembro, neste link . O preenchimento leva aproximadamente dez minutos.