Os beneficiários do Bolsa Família poderão receber um 13º salário caso um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional seja aprovado. A proposta prevê o pagamento de uma parcela adicional em dezembro, semelhante à gratificação natalina recebida por trabalhadores com carteira assinada e aposentados.
A possibilidade ganha destaque após o reajuste de 15,04% no programa social, que elevou o valor mínimo mensal de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro de 2026.
O pagamento extra está previsto no Projeto de Lei 4964/2025, apresentado pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, a partir de uma sugestão de uma entidade da sociedade civil.
Pelo texto, o 13º salário seria calculado com base nos valores recebidos por cada família durante o ano. O benefício corresponderia a um doze avos da soma das parcelas pagas nos 12 meses anteriores.
Na prática, uma família que recebesse R$ 691 durante todos os meses do ano teria direito a um pagamento adicional de R$ 691 em dezembro, caso a proposta fosse aprovada com as regras atuais.
Pagamento ainda não está garantido
Apesar da repercussão, o 13º salário do Bolsa Família ainda não foi aprovado. O projeto aguarda avanços na Câmara dos Deputados e precisa passar pela análise das comissões responsáveis antes de seguir para votação.
Para entrar em vigor, a proposta também deverá ser aprovada pelo Senado e receber sanção presidencial.
Portanto, até o momento, não existe previsão oficial para o pagamento de uma parcela extra aos beneficiários em dezembro de 2026.
Bolsa Família teve reajuste em outubro
Enquanto o 13º salário segue em discussão, o reajuste do Bolsa Família já está em vigor.
O governo federal atualizou os valores do programa em 15,04%, considerando a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026.
Com a mudança, o valor mínimo garantido por família passou de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio estimado subiu de R$ 675 para R$ 777.
Os valores adicionais pagos a famílias com crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes também foram reajustados.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a atualização busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.
Por enquanto, os pagamentos seguem o calendário regular do Bolsa Família, sem previsão de uma parcela adicional de fim de ano.