Santa Catarina confirmou um segundo foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Coronel Freitas, no Oeste do estado. A confirmação ocorreu na noite de sábado (24), cinco dias após o primeiro registro da doença, em Nova Itaberaba.
Além dos dois focos em granjas comerciais, o vírus também foi detectado em pombos silvestres no município de Marema, fora da área de emergência zoossanitária inicialmente delimitada. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o novo foco em Coronel Freitas está relacionado à transmissão do vírus por essas aves.
As duas granjas estão localizadas na região que permanece sob emergência zoossanitária decretada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), abrangendo também os municípios de Nova Erechim e Águas Frias.
Fiscalização e controle sanitário
De acordo com a Cidasc, mais de 70% da área de vigilância do segundo foco coincide com a região já monitorada após o primeiro registro. Com isso, grande parte das propriedades próximas já havia passado por inspeções, facilitando o trabalho das equipes sanitárias.
Até sábado (24), mais de 160 propriedades comerciais de criação de aves e outras 317 propriedades com criações de subsistência haviam sido fiscalizadas. Também foram realizadas 78 coletas de amostras para análises laboratoriais.
Quatro barreiras sanitárias continuam funcionando 24 horas por dia para controlar a circulação e realizar a desinfecção de veículos.
A Cidasc informou ainda que 15 granjas comerciais da região tiveram resultados negativos para a doença. Com a autorização sanitária, as aves dessas propriedades foram liberadas para abate comercial.
O que é a doença de Newcastle
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres e pode ser fatal para os animais. Em humanos, o contato com aves infectadas pode provocar conjuntivite transitória. A transmissão não ocorre pelo consumo de carne de frango submetida à inspeção sanitária.
As medidas adotadas pelas autoridades têm como objetivo conter a circulação do vírus e evitar novos focos, protegendo a produção avícola catarinense.