Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Antes de votar em SP, Lula diz nunca ter visto mobilização popular semelhante 

Foto: Reprodução/TV Globo

Por: Ewaldo Willerding Neto

25/10/2026 - 09:10 - Atualizada em: 25/10/2026 - 09:43

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (25) que nunca havia presenciado uma mobilização popular como a que acompanhou durante a campanha do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Antes de sair de casa, no bairro Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, para votar, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas e fez críticas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Aos 80 anos, Lula destacou que participa da política há cinco décadas e acompanha campanhas presidenciais desde 1989. Segundo ele, as manifestações de apoio registradas durante a campanha foram diferentes de tudo o que já havia presenciado.

O presidente mencionou atos realizados em estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas Gerais. Também ressaltou a mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo, no sábado (24), que, segundo ele, reuniu um grande número de participantes.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Emocionado com as manifestações, Lula afirmou que iria votar agradecido pelo apoio recebido dos eleitores. O presidente seguiria para São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde votaria.

Na conversa com jornalistas, Lula também atacou Flávio Bolsonaro e o acusou de mentir durante a campanha. O petista disse acreditar que os eleitores não escolherão um candidato que, em sua avaliação, não fala a verdade.

Disputa acirrada

O segundo turno da eleição presidencial ocorre neste domingo, com votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Lula disputa um novo mandato contra o senador Flávio Bolsonaro, em uma eleição marcada pelo equilíbrio nas pesquisas divulgadas às vésperas da votação.

Levantamentos da Quaest e do Datafolha, publicados no sábado (24), apontaram Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. Os resultados indicavam empate técnico, considerando a margem de erro das pesquisas.

No primeiro turno, o senador do PL terminou à frente do atual presidente. Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Mudanças na campanha após o primeiro turno

Depois do resultado da primeira etapa da eleição, Lula classificou a campanha como a mais desorganizada de sua trajetória política. Na sequência, promoveu mudanças na coordenação nacional, incorporando três lideranças nordestinas: o senador Camilo Santana (PT-CE), o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI).

A comunicação digital também passou por alterações. O presidente se reuniu com influenciadores e parlamentares recém-eleitos com experiência nas redes sociais, entre eles a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG).

Lula, que já havia declarado não gostar de usar o celular nem de fazer selfies, passou a gravar vídeos nesse formato e a enviar mensagens de voz para apoiadores em grupos de aplicativos.

Outro destaque foi o canal Exército do Lula, no WhatsApp, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O grupo, que reúne mais de 10 milhões de seguidores, organizou ações de mobilização nas redes sociais.

No Congresso Nacional, uma das principais iniciativas citadas no período foi a aprovação, pelo Senado, de uma proposta de emenda à Constituição relacionada ao fim da escala de trabalho 6×1, com dois dias de descanso semanal sem redução salarial. A medida é uma das bandeiras defendidas por Lula.

Na área econômica, o governo também anunciou redução de impostos sobre a gasolina, um pacote de renegociação de dívidas tributárias de microempreendedores individuais (MEIs), com previsão de R$ 12,6 bilhões, e a promessa de ampliar o programa Pé-de-Meia para estudantes universitários.

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 35 anos de atuação.