A última semana de campanha para o segundo turno das Eleições 2026 exige mais do que a atenção dos candidatos às urnas. Exige responsabilidade, respeito às regras e compromisso com o eleitor. À medida que se aproxima a votação de domingo (25), os prazos para a propaganda eleitoral chegam ao fim, estabelecendo limites necessários à igualdade de condições e à legitimidade do processo democrático.
Comícios, carreatas, distribuição de materiais impressos, manifestações nas ruas e publicações patrocinadas na internet têm datas específicas para encerramento. Não se trata apenas de cumprir formalidades. As restrições existem para impedir abusos, reduzir a influência desproporcional do poder econômico e assegurar que o cidadão possa exercer seu direito de escolha sem pressões indevidas.
Em um cenário no qual as redes sociais ampliam a velocidade e o alcance das informações, o desafio se torna ainda maior. A circulação de conteúdos enganosos, a manipulação de imagens e o uso inadequado da inteligência artificial exigem vigilância permanente. A liberdade de expressão, indispensável à democracia, não pode servir de justificativa para a desinformação ou para o desrespeito à legislação.
Também cabe ao eleitor reconhecer seu papel nesse processo. Denunciar irregularidades, verificar a procedência das informações e evitar o compartilhamento de conteúdos duvidosos são atitudes que contribuem para uma eleição mais transparente.
A reta final da campanha não deveria ser marcada pelo excesso de ataques, pela radicalização ou pela tentativa de conquistar votos a qualquer custo. O debate público precisa preservar o espaço para propostas, argumentos e divergências legítimas, sem transformar adversários em inimigos.
No domingo, caberá ao eleitor a decisão. Até lá, o respeito às regras deve prevalecer sobre qualquer estratégia de campanha. Afinal, a força de uma democracia não está apenas no resultado das urnas, mas também na maneira como candidatos, partidos e cidadãos se comportam ao longo do caminho.