Um funcionário da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) reconheceu ter realizado um cadastro fraudulento do senador Flávio Bolsonaro (PL) no partido Missão. Em depoimento voluntário à Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte, no dia 21 de agosto, Demóstenes Porto Fagundes afirmou que utilizou informações falsas e definiu a ação como uma “brincadeira de mau gosto”.
De acordo com o relato prestado à PF, o servidor fez o registro por meio do sistema disponível no site da legenda. Para isso, inseriu dados fictícios, entre eles um endereço inexistente. Segundo Fagundes, a intenção era receber materiais de campanha do partido. Ele negou que tivesse agido com o objetivo de prejudicar a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O aparelho celular do funcionário foi apreendido para a realização de perícia, que deverá analisar o conteúdo do dispositivo.
Fagundes trabalha na Infraero desde 2003, como profissional de serviços aeroportuários. Desde 2017, está cedido à Advocacia-Geral da União (AGU), conforme informações disponíveis no Portal da Transparência.