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Com apoio catarinense, Lula tenta salvar a campanha

Foto: Divulgação

Por: Ewaldo Willerding Neto

09/10/2026 - 06:10

A mudança na campanha de Lula para o 2º turno expõe uma crise que vai além das urnas. Após um primeiro turno abaixo do esperado, a campanha da esquerda parece ter acordado para as redes sociais e o presidente decidiu ouvir os mais jovens. A estratégia agora é apostar em quem domina a linguagem das redes sociais. Vídeos em formato selfie e comunicação mais direta já fazem parte da nova ofensiva. A vereadora de Criciúma, eleita deputada federal, Giovana Mondardo (PCdoB), está entre os nomes chamados para ajudar nessa virada. Sua força eleitoral nasceu justamente de uma atuação marcada pelo ambiente digital. É um reconhecimento de que a velha fórmula de comunicação já não alcança todos os públicos. O desconforto interno é tão grande que até sobrou para a primeira-dama, Janja, alvo de questionamentos. Lula percebeu que precisa mudar a linguagem e chamou Giovana Mondardo na tentativa de renovação.

Pesquisa

Ainda tentando assimilar a pancada sofrida no primeiro turno, os partidos de esquerda começam a se mobilizar para tentar virar o jogo. Tarefa quase impossível. A pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8), onde Flávio tem 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula (PT), confirma a tendência.

Bancadas regionais

A eleição para a Alesc reconfigurou as bancadas regionais, instituto em que os parlamentares discutem e dão mais atenção às questões de suas regiões. O Vale do Itajaí tem mais representantes (11 deputados), seguido por Oeste (8), Grande Florianópolis e Sul (7 cada), Norte (5) e Serra Catarinense (2).

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MDB

O MDB, partido histórico, que chegou a comandar a Alesc com bancada de dois dígitos, perde espaço a cada eleição. Dos cinco deputados eleitos em 2022, fez quatro cadeiras este ano, todos reeleitos: Fernando Krelling, Mauro De Nadal, Tiago Zilli e Jerry Comper. Volnei Weber não concorreu.

Ameaça

Foto: Divulgação

A bancada do MDB pode ficar ainda menor se Jerry Comper confirmar a ameaça e deixar o partido na abertura da janela. “Só Deus sabe”, disse ele, em entrevista recente. Comper apoiou a reeleição do governador, indo contra a orientação do partido. “Gratidão”, explicou ele, ex-secretário de Infraestrutura de Jorginho Mello.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.