As coisas não nascem, não morrem, elas se transformam, é uma velha verdade da ciência: o que é já foi e o que foi será. Paremos de procurar por novidades. Verdade eterna, mas hoje a coisa está mais evidente em razão da necessidade singular de sobrevivermos. Explico. No passado, temíamos os animais ferozes e os prepotentes do arco e fecha e mais tarde dos canhões. Chegamos hoje a um momento especial, os outrora temidos hoje são diferentes. O momento de hoje é o das desconfianças em razão das tantas e tantas fantasias criadas para nos esconder deficiências, fraquezas, burrices mesmo. E digo isso lembrando de um artigo que li dia destes, claro, artigo de jornal, pois nunca esqueci que quem lê sabe e quem lê jornal sabe mais… O tal artigo a que me refiro tinha por manchete esta frase: “As pessoas estão falando cada vez menos”. Motivos? Vários. Um deles é a ignorância, a pessoa não tem o que dizer, não lê jornal, não ouve radiojornalismo, não liga a tevê para acompanhar um telejornal, mas liga para ver programetes sem qualidade e com humor rasteiro. Pessoas, maioria, avessas à leitura e que não crescem. O que elas podem dizer se não têm o que dizer? Nossa fala nos revela falando e silenciando. Mas como falar se a pessoa não se sente segura? Os casais, por exemplo, falam cada vez menos. Antes de tudo, porque não se sentem bem conversando com ela ou com ele, então, melhor é calar a boca. O que os casais hoje, mais do que nunca, fazem é trocar informações. Informações sobre o trabalho, sobre o trânsito, sobre o dinheiro escasso para as compras domésticas indispensáveis, e… A conversa fica por aí, não mais aquela conversa leve, graciosa, afetiva, uma comunicação dos corações conectados. Nada disso. Ora, se a pessoa não lê, não ouve e não vê como deve ou devia, vai ter o que para conversar? Sem falar nos prepotentes que não se querem rebaixar falando com qualquer um… Na salinha dos fundos da “minha” delegacia eles vão ter o que dizer… Cabeça vazia, medo, arrogância, insegurança pessoal e autoestima baixa reduzem a comunicação pela fala e… A pessoa se revela, se revela pelo que diz ou pelo silêncio. Horror esse tipo de convívio social…
DISTÂNCIA
Ouvi e não disse nada, apenas mexi com os olhos… Um conhecido, faixa dos 70 anos, me disse que fala com o filho todos os dias… Por telefone. O filho foi embora para a Espanha. Coitado desse pai, ele está na fila dos pais “abandonados” e em solidão. De que vale ter filhos espalhados pelo mundo, distantes dos olhos e dos abraços? Solidão da pior espécie, mas… Em acelerado crescimento essa solidão. Que os pais se preparem, vai ser osso duro de roer…
PROVAS
Se a sociedade fosse honesta, se houvesse uma preocupação pela vida social, haveriam teria que haver, uma espécie de “vestibular” para todos os candidatos políticos, provas diferentes para vereadores, deputados, senadores, presidentes, todos, enfim. Sem esse “vestibular” bem exigente nenhum fantoche poderia concorrer, porém… Ninguém exige nada, vale tudo e… Salve-se quem puder, claro, quem puder ao meio do povo, ou povinho.
FALTA DIZER
E ninguém reage? Onde está o patriotismo e o respeito pátrio? Volta e meia vejo ordinários, trastes humanos, sacudindo bandeiras estrangeiras aqui no Brasil. Esses caras têm que ser pegados pelo pescoço. ué, gente! Aqui dentro mandam os “Brasileiros”, respeito é bom, bonito e barato. Violam o respeito? Não se queixem do resultado, trambiqueiros entreguistas!