Jorginho Mello inicia o segundo governo com uma força política que poucos governadores conseguiram construir em SC. Reeleito no primeiro turno, com quase 70% dos votos válidos, sai das urnas com um respaldo expressivo. Mais do que a vitória pessoal, o resultado mostra a dimensão do grupo político que estará ao seu lado. O PL elegeu os dois senadores, sete deputados federais e 16 estaduais. Esse cenário dá ao governador condições políticas para imprimir um ritmo mais forte à segunda gestão. As prioridades anunciadas nesta segunda-feira passam por saúde, infraestrutura, educação, formação profissional e investimentos. Com uma base parlamentar ampla (22 votos certos na Alesc), Jorginho terá espaço para avançar nos projetos considerados estratégicos. O segundo mandato também permite maior continuidade nos quatro primeiros anos. SC agora espera que essa força política se transforme em um governo à altura das expectativas criadas.
Vencedor
O governador reeleito sai das urnas como o grande vitorioso em SC. Quando, no início deste ano, abriu mão de MDB e PP e anunciou Adriano Silva (Novo) como seu então candidato, muitos acharam que seria um tiro no pé. A eleição mostrou que ele estava certo: apostou na renovação e se reelegeu com folga.
Derrotados
O resultado das urnas mostrou definitivamente a força do bolsonarismo em SC e impôs derrota esmagadora para nomes tradicionais da política catarinense, como os ex-governadores Esperidião Amin (PP), Raimundo Colombo (PSD) e Carlos Moisés, além de nomes como Gean Loureiro (UB) e Ângela Amin (PP), entre outros.
Mulheres
As eleições de Ana Campagnolo e Juliana Maciel (PL), Chica do Eskudlark (PL), Anna Carolina (Republicanos), e Luciane Carminatti (PT) conferiram grande bancada feminina na Alesc. Mas os números ainda são baixos: conforme o TSE, no país as mulheres são 58% do eleitorado, foram 35% das candidatas e apenas 18% eleitas.
Estratégico

Foto: Divulgação/ Mauro Artur Schlieck
O futuro vice-governador de SC, Adriano Silva (Novo), informou nesta segunda-feira, em Florianópolis, que não deve ser secretário no segundo governo de Jorginho Mello. “Terei um papel de auxiliar os secretários nos futuros projetos e estarei mais alinhado com o desenvolvimento econômico do estado”, disse.