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Anvisa determina recolhimento de medicamentos falsificados contra câncer e toxina botulínica

Foto: Imagem ilustrativa/Magnific

Por: Elisângela Pezzutti

21/09/2026 - 16:09

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a apreensão de lotes falsificados de dois medicamentos: o Phesgo, utilizado no tratamento do câncer de mama, e o Dysport 500 U, uma toxina botulínica.

A medida foi adotada após as fabricantes comunicarem à agência a identificação de produtos que apresentavam características diferentes das originais. A Anvisa determinou que os produtos não sejam armazenados, comercializados, distribuídos, importados, exportados ou utilizados.

No caso do Phesgo, medicamento produzido pela Roche, a medida envolve unidades do lote B5011B05, com data de fabricação de junho de 2025. Segundo a empresa, foram identificadas unidades falsificadas que não correspondem ao produto original.

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O Phesgo é utilizado no tratamento de determinados casos de câncer de mama. Por isso, a utilização de uma versão falsificada pode representar um risco significativo aos pacientes que dependem do medicamento durante o tratamento.

A determinação da Anvisa também envolve três lotes falsificados do Dysport 500 U, produzido pela Beaufour Ipsen Farmacêutica. Os lotes são P08191, com validade até abril de 2029; P08192, com validade até maio de 2029; e P22368, com validade até fevereiro de 2029.

De acordo com a fabricante, os lotes citados não são reconhecidos como produtos legítimos. A Anvisa determinou a apreensão das unidades e proibiu a comercialização, distribuição e utilização dos produtos.

A toxina botulínica é utilizada em diferentes tratamentos médicos e também em procedimentos estéticos. Por se tratar de um produto injetável, a utilização de uma versão falsificada pode trazer riscos à saúde, já que não há garantia sobre sua composição, fabricação, armazenamento ou condições de segurança.

A Anvisa orienta que pacientes, profissionais de saúde e estabelecimentos que tenham os produtos relacionados na determinação não façam uso das unidades e sigam as orientações da agência.

A falsificação de medicamentos é considerada uma questão de saúde pública, pois pode comprometer tratamentos e expor pacientes a substâncias de origem ou composição desconhecidas. A recomendação é que medicamentos sejam adquiridos somente em estabelecimentos autorizados e que qualquer suspeita de falsificação seja comunicada às autoridades sanitárias.

*Com informações do portal Terra

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.