As despesas do Judiciário com verbas indenizatórias chegaram a R$ 9,8 bilhões em 2025. O valor inclui pagamentos como diárias, passagens, auxílio-moradia e licença compensatória, que podem elevar a remuneração de magistrados acima do teto constitucional.
O montante é quase o dobro do que os tribunais gastaram com investimentos em tecnologia no mesmo período. As despesas totais do Judiciário somaram R$ 164,6 bilhões em 2025, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os gastos com pessoal representaram 90,2% de toda a despesa do Poder Judiciário, alcançando R$ 148,5 bilhões. Dentro desse conjunto estão salários, benefícios e verbas indenizatórias.
O valor de R$ 9,8 bilhões também foi identificado por uma comissão técnica criada pelo Supremo Tribunal Federal para analisar os chamados penduricalhos. Segundo o grupo, trata-se de uma estimativa dos pagamentos acima do teto destinados à magistratura.
Em março, o STF discutiu limites para essas verbas, que são apontadas como um dos mecanismos responsáveis por permitir remunerações superiores ao teto constitucional.
O CNJ, por sua vez, afirma que os números incluem não apenas indenizações, mas também despesas indiretas relacionadas a recursos humanos e atividades de acesso à Justiça. O órgão ressalta que servidores e magistrados são os principais responsáveis pela prestação dos serviços judiciais.