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De Norte a Sul, ciclista coleciona histórias sobre duas rodas e passa por Jaraguá do Sul

Foto: Arquivo pessoal

Por: Lucas Pavin

16/09/2026 - 19:09

Algumas viagens começam com um destino definido. Outras começam justamente quando os planos deixam de existir, como a história de John Edesson. O cearense transformou uma demissão durante a pandemia em um projeto de vida sobre duas rodas, ou melhor, em uma jornada que já dura anos e acumula milhares de quilômetros, municípios, fronteiras e histórias pelo caminho.

Na terça-feira (15), depois de mais uma longa etapa da aventura, ele chegou a Jaraguá do Sul. A cidade serviu como ponto de descanso antes de ele retomar a estrada, que ainda reserva novas paisagens e desafios.

A viagem já ultrapassa 100 dias consecutivos. Somente nos primeiros 90, foram cerca de 5,5 mil quilômetros percorridos, em um trajeto que começou no Nordeste e avançou pelo Sudeste. Pelo caminho, vieram também experiências turísticas, culturais e pessoais, como a passagem pelo Rio de Janeiro e a visita ao icônico Cristo Redentor.

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A intenção inicial era cruzar para a Colômbia e a Venezuela. Mas os terremotos registrados nos países vizinhos fizeram John mudar os planos e direcionar a expedição para as regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil.

Depois de Jaraguá do Sul, o percurso já seguiu em direção a Bonito (MS) e, posteriormente, à Serra do Roncador, em Mato Grosso.

Ciclista em frente à Igreja Matriz São Sebastião | Foto: Arquivo pessoal

Uma viagem que nasceu na pandemia

O projeto começou em 2022, depois que John perdeu o emprego durante a pandemia. O que poderia ser apenas uma pausa na vida profissional acabou se transformando em uma nova maneira de enxergar o mundo.

“Sempre gostei de conhecer a cultura de outras regiões. Depois que fui demitido da empresa por causa da pandemia, iniciei a viagem e não parei mais”, conta.

Desde então, a lista de lugares visitados não para de crescer. John já passou por mais de mil municípios, 20 Estados brasileiros e quatro países.

A aventura também já colocou o cearense diante de situações que exigiram muito mais do que disposição para seguir viagem. Entre os maiores desafios está uma experiência vivida no Paraguai, quando enfrentou temperaturas de apenas 1°C. No Brasil, a Serra do Rio do Rastro também entrou para a lista dos trechos mais difíceis da jornada.

Outro desafio foi atravessar uma fronteira sem conhecer muito bem os procedimentos e particularidades do local. É justamente essa imprevisibilidade que parece alimentar a aventura. A cada cidade, John deixa para trás uma história e leva consigo outra.

E a viagem ainda não terminou. Com previsão de conclusão até novembro, o cearense continua o caminho e está prestes a fazer história no ciclismo.

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Lucas Pavin

Jornalista esportivo, com a missão de informar tudo o que rola na região, seja na base, amador ou profissional.