Para muita gente, quem trabalha e se dedica ao trabalho é um trouxa. Digo o contrário, feliz é a pessoa que depois de muitas horas de trabalho, lava as mãos, olha para o céu e diz a si mesma: – “Maravilha, nem vi o tempo passar”! Quem não costuma ver o tempo passar quando trabalha é uma pessoa leve e graciosa a si mesma. Todos temos que ter um trabalho, por dinheiro ou não, que nos tire da cama com entusiasmo pela manhã. Quantos vivem assim? Raros. A maioria vive rangendo dentes contra o trabalho. Aliás, dizendo isso, lembro-me de pesquisas sobre felicidade feitas por americanos, isso no tempo em que eu era repórter da “Voice of America”, a emissora de rádio oficial dos Estados Unidos. Pesquisas com pessoas comuns, do povo, mas… Todas empregadas, ganhando seus salários e construindo uma vida… Depois de alguns anos, pesquisadas essas pessoas, muitas disseram que eram muito mais felizes quando eram “pobres”. E uma pergunta que naquela época não fiz: – E o que era ser pobre? Era ter um trabalho ativo e regular, uma forma poética de falar. Muitas vezes, ser pobre é meramente um ponto de vista, nem vou dizer que quem tem saúde é uma pessoa muito rica. Ou será que alguém pode ser feliz com um caminhão de dinheiro no banco, mas não podendo sair da cama? Costumamos procurar pela felicidade onde ela não está, a felicidade é sorrateira… Ela costuma estar na palma da nossa mão, no aqui e agora. Tudo é um ponto de vista, o que te faz feliz me pode embotar os entusiasmos e assim em vice-versa… Já foi dito que o tempo cura, nossas dores do passado serão curadas pelo tempo… Serão mesmo? Depende de nós, depende dos apegos ao passado, depende dos nossos sentimentos de culpa, depende da nossa vontade de voltar no tempo, ser jovens outra vez e traçar um novo rumo na vida… Tudo uma formidável perda de tempo. Não temos mais nada senão o que nos sobra, isto é, o daqui para a frente. Não coloquemos a felicidade no dinheiro que não temos, esse dinheiro pode chegar e nos dar um empurrão para um precipício nunca imaginado…
AVISO
O ser humano, por maioria, é um caso clínico. Não, não vou falar de políticos… Vou falar dos “amorosos”: os pets. Dia destes fui a Curitiba, coisa rápida, mas… Imagens me ficaram nas retinas do pesar. Em quase todos os paradouros na estrada, o aviso: – “Não abandone aqui seus pets”. Malditos, eles ou elas, fazem isso. Saem a viajar e levam os bichinhos para deixá-los na estrada. Os carrascos vão pagar por isso, ah, vão. Aonde? No…. eterno.
TEMPO
A pessoa pode ter vida longa, mas viver mesmo muito pouco, coisa típica dos procrastinadores. Pessoas que esquecem do aqui e agora e deixam tarefas, necessidades e até mesmo sonhos, para “amanhã”. Deixar para amanhã o que podemos, ou devemos, fazer hoje é típico dos perdedores na vida. Muitos, depois de procrastinar, levantam da cadeira dos confortos, fazem o que devem e… Depois olham para trás e dizem – “Meu Deus, deu certo, como perdi tempo…”. A vida é hoje ou… Provavelmente, nunca.
FALTA DIZER
Assunto chato, credo! Mas é para o bem de todos. Sarampo mata, verdade velha, porém… Mesmo com vacinas gratuitas nos postos de saúde, bem diferente dos Estados Unidos, pessoas embotadas não tomam a vacina, nem vacinam os filhos, pequenos indefesos. Depois não se queixem da sorte. Vacina? Ali na esquina…