Não é vaidade ou exibicionismo, até por que todos podemos fazer por igual… Gosto de ler, não passo um singular dia sem uma leitura, basicamente questões na área dos comportamentos humanos. Não fiz Psicologia para ganhar dinheiro, mas… Por uma “isca” silenciosa que me puxou para os dramas da vida humana. Dramas, eu disse, afinal, quem se sente bem não precisa de psicologias… Você sabe que sou colecionador de frases, tenho milhares delas, tudo guardado em caixas de sapatos. E também coleciono histórias, histórias que de modo “infantil” nos passam severas lições da vida. Uma dessas histórias conta de um lenhador que um dia, ao sair para o mato, cortar lenha, encontrou pelo caminho uma raposinha, perdida, inocente, deste tamanhinho… O lenhador ficou com pena do bichinho e o levou para casa. A raposinha, daquele dia em diante, nunca mais parou de sacudir o rabinho para o lenhador, mas… Os vizinhos fizeram drásticas advertências ao lenhador, dizendo a ele que raposa é raposa, animal agressivo, nunca vai se tornar um bichinho doce. O lenhador ignorou as advertências dos vizinhos. Ah, e outra coisa, o lenhador tinha um filho, pequenino, dois anos. Em razão desse filho, os vizinhos mais erguiam a voz contra os perigos possíveis a alguém que tenha uma raposa em casa… O tempo foi passando, tudo bem… Um dia o lenhador voltava do trabalho e ao chegar em casa a raposa estava na porta da frente, com uma espécie de sorriso na boca e o focinho, o corpo todo cheio de sangue. O lenhador viu aquela imagem e não pensou duas vezes, baixou o machado na cabeça da raposa, matando-a na hora. Feito isso, correu para o quarto onde o filho devia estar… E estava. Estava dormindo como um anjo e ao lado dele uma baita cobra, toda estraçalhada… Quem a matara? A raposinha, para proteger seu “maninho” humano… Em resumo, essa a história, mas… Quantos de nós fazemos isso, agimos e reagimos contra “impressões”, contra o que imaginamos, contra o que nos dizem sem provas, mas… Nos fazem cair no poço sem fundo dos erros sem possibilidade de reparos. Julgar pelas aparências pode ser o nosso único e decisivo erro na vida, mas irreversível. Muitos com cara de raposa são anjos, muitos com cara de anjo são demônios…
REPETIÇÃO
Todo ano eu falo aqui algo parecido, mas não há como evitar. Rock in Rio… Dia destes chovia que parecia o dia do Juízo Final, mas as pessoas no Rock in Rio nem aí, dançavam e cantavam na chuva, felizes da vida… E se no emprego, o chefe pedisse a essa mesma turma que fosse ali na esquina, abaixo de chuva, fazer um trabalho para a empresa, iriam? Iriam uma ova, iriam à Justiça. Consciência faz-nos crescer ou descer…
JOVENS
No Canal Educação, televisivo do Ministério da Educação, uma professora falava das neuroses dos jovens de hoje, incapazes, por exemplo, de assistir a um filme que dure 1h30m, é muito tempo para eles… Ler um texto de quatro páginas num livro, nem pensar, é muito texto… E eu digo, esses tipos, mal-educados e preguiçosos, vão querer ser alguma coisa na vida? Vadiagem é semeadura. A colheita vai chegar…
FALTA DIZER
Ela está em crescimento e vai arrasar multidões de pessoas: a solidão. Já nem falo da solidão na velhice, devastadora. Hoje as pessoas mandam abraços de aniversário, cumprimentos por isto ou aquilo, mas tudo pela internet. Encontros pessoais, convívio afetivo, energizante, estão em extinção. Tudo é por “mensagens”. Credo, que vida asquerosa!