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Diretor-geral da Polícia Federal é afastado do cargo por André Mendonça

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Por: Ewaldo Willerding Neto

08/09/2026 - 09:09 - Atualizada em: 08/09/2026 - 09:24

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça mandou afastar Andrei Rodrigues dos cargos de delegado e diretor-geral da Polícia Federal (PF). A decisão é desta terça-feira (8) e atende a um pedido do partido Novo, que também pedia a sua prisão. O diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, também foi afastado.

O magistrado determina que a corregedoria da PF investigue e instaure procedimentos administrativo-disciplinares contra ambos, submetendo a ele pedidos de medidas que considerar necessárias. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, será intimado para cumprir a ordem.

“A superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo Ministro Alexandre de Moraes impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, diz Mendonça.

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O relator das operações Compliance Zero (caso Master) e Sem Desconto (INSS) faz referência à decisão de André Mendonça como “documento”, entre aspas. Ele diz que o texto é “apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico capaz de lhe empregar o mínimo grau de legitimidade e confiabilidade, inviabilizando qualquer conferência quanto à sua autoria e data de elaboração”.

Moraes mandou a PF entregar todos os relatórios de inteligência que citam nomes de ministros. O movimento ocorreu no mesmo dia em que Mendonça levantou o sigilo de um relatório com mensagens enviadas a ele pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em um dos relatórios, há o apontamento de que Mendonça estaria conduzindo irregularmente delações premiadas, interferindo na estrutura administrativa da PF e escolhendo alvos por motivos pessoais ou políticos. Moraes utilizou as análises para, no inquérito das fake news, reagir às revelações contra ele. No fim das contas, o presidente do Supremo, Edson Fachin, retirou o caso do inquérito e abriu um procedimento à parte para lidar com a divergência entre os ministros.

* Com informações da Gazeta do Povo.

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.