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O relógio corre: faltam 30 dias para o primeiro turno

Por: Editorial

04/09/2026 - 06:09

Falta um mês. E, a partir de agora, não há mais espaço para tratar as Eleições 2026 como um assunto distante. Em 4 de outubro, o país volta às urnas para escolher presidente da República, governadores, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. É a reta final de uma campanha que, inevitavelmente, ocupará ainda mais as ruas, as telas, as conversas e as redes sociais. O calendário apertou — e o debate público também precisa amadurecer.

A um mês da votação, a campanha entra em sua fase mais ruidosa. Crescem a propaganda, os recortes de discursos, as acusações, os vídeos fora de contexto e as mensagens que circulam em velocidade muito maior do que qualquer checagem. É justamente nesse cenário que informação de qualidade deixa de ser detalhe e passa a ser parte essencial do processo democrático. O TSE mantém canais específicos para alertas de desinformação e reforça que conteúdos falsos sobre urnas, locais de votação, horários e regras do pleito podem ser denunciados.

Eleição não pode ser reduzida a torcida organizada. Divergência política faz parte da democracia; desinformação, intimidação e agressividade, não. O país já conhece o desgaste provocado quando diferenças de opinião dão lugar à hostilidade permanente. A reta final deveria ser espaço para clareza, propostas, debate e respeito às regras — e não para transformar o barulho em protagonista.

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Também há uma dimensão prática que merece atenção. Serão seis escolhas na urna, e a Justiça Eleitoral incentiva o uso da chamada “colinha” em papel para anotar os números das candidaturas. Celulares e outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto não podem ser levados à cabine, mesmo desligados.

O primeiro turno será em 4 de outubro. Portanto, a contagem regressiva começou de verdade. Nos próximos 30 dias, haverá uma disputa intensa pela atenção do eleitor. O desafio coletivo é impedir que o excesso de informação produza menos reflexão. Democracia não se resume ao momento em que a urna é ligada; depende também da capacidade de preservar um debate público baseado em fatos, regras e convivência entre posições diferentes.

Falta um mês. É pouco tempo no calendário, mas suficiente para mostrar a qualidade da campanha e do ambiente democrático que o país será capaz de preservar até o dia da votação.

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