Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Após lesão e meses de recuperação, guaramirense inicia novo capítulo no voleibol europeu

Foto: @jmganho.photos

Por: Lucas Pavin

03/09/2026 - 16:09 - Atualizada em: 03/09/2026 - 16:17

Depois de viver um dos períodos mais difíceis da carreira, a guaramirense Fran Richter está pronta para escrever um novo capítulo no voleibol europeu. Aos 28 anos, a oposta deixou o tradicional Benfica, de Portugal, e agora veste as cores do AEK Volleyball Larnaca, do Chipre.

A mudança chega depois de uma longa caminhada de recuperação por conta de uma lesão que colocou em dúvida os próximos passos da carreira da atleta. Em março, durante uma partida do Campeonato Português, ela sofreu um trauma no joelho direito e teve uma lesão de cartilagem que exigiu cirurgia. O problema a tirou das quadras justamente na reta final da temporada e transformou meses que deveriam ser de descanso em uma rotina intensa de tratamentos.

“O time vinha muito bem, com cinco vitórias seguidas. Foi um baque muito grande. Passei meses das minhas férias em tratamento, sem poder voltar para casa. Então, foi um dos períodos mais complicados da minha vida”, relembra.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

O impacto da lesão também chegou ao mercado. Com contrato com o Benfica até o fim de junho, Fran não teve a renovação efetivada e viu outros possíveis interessados recuarem diante das incertezas relacionadas à recuperação.

“O Benfica não quis renovar por medo da minha lesão. Para todos os times é normal esse medo de contratar uma atleta lesionada. Muitos acreditaram que eu não conseguiria voltar ao alto nível e que seriam seis meses de tratamento. Mas, graças a Deus, voltei muito bem e toda a recuperação foi melhor do que o esperado. Estou muito feliz”, afirma.

Apesar da frustração pela saída, a guaramirense guarda gratidão pelo período vivido em Portugal e pelo apoio recebido durante o tratamento.

“Gostava muito de estar lá e foi uma tristeza para mim ter saído do Benfica, mas a vida de atleta é assim mesmo e temos que seguir o caminho. Agradeço a eles por todo o suporte durante o meu tratamento. Nada faltou”, conta.

Fran durante jogo do Benfica | Foto: @jmganho.photos

Recomeço no Chipre

Agora, Fran está praticamente 100% recuperada. Os últimos passos antes do retorno oficial às quadras envolvem principalmente o aprimoramento físico e o fortalecimento das pernas. A ideia é utilizar os cerca de dois meses de pré-temporada para recuperar completamente esses fatores antes do início das competições.

E o novo destino chega cercado de ambição. O AEK Volleyball Larnaca terminou a última temporada na quarta colocação do campeonato nacional e decidiu investir forte para brigar por objetivos maiores. Além da guaramirense, o clube buscou o técnico e atletas que estavam no atual campeão do Chipre.

A meta para atual temporada é lutar pelo título da Liga e da Copa do país e, consequentemente, garantir uma vaga em uma competição europeia. Há pouco mais de uma semana no novo clube, a oposta já sente que fez a escolha certa.

“Cheguei ao clube há uma semana e meia e só tenho a agradecer, principalmente a Deus por ter me colocado em um lugar tão maravilhoso. As pessoas aqui são incríveis, o clima, a cidade e o time. É todo mundo muito legal comigo e me ajudam em tudo o que é preciso. A dona do time me falou que gostaria muito que eu me sentisse em família. E realmente estou”, destaca.

Da dor à resiliência

Se a lesão interrompeu temporariamente a carreira, também deixou uma transformação pessoal. Fran reconhece que os meses de recuperação foram marcados por medo, tristeza e incertezas, mas também por uma força que ela não sabia que tinha.

“Me tornei uma pessoa muito forte depois da lesão. Me dediquei 100% em tudo, mesmo muito triste. Eu chorava todos os dias e estava preocupada, porque foi muito difícil”, relembra

Nesse processo, a atleta encontrou apoio em pessoas próximas, como o fisioterapeuta, a família e o namorado, fundamentais para ajudá-la a atravessar uma das fases mais complicadas de sua trajetória.

Agora, porém, o sentimento é outro. A tristeza deu espaço à ansiedade pelo retorno e à vontade de provar, dentro de quadra, que o período de afastamento ficou para trás.

“Essa experiência será uma renascença para mim. Tudo mudou depois da lesão. É um novo vôlei. Mas estou com sangue nos olhos. O vôlei é a minha vida e não vejo a hora de voltar a jogar. “Estou muito feliz de estar de volta à minha rotina de treino e com a expectativa alta para retornar ao meu nível de antes”, finaliza.

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Lucas Pavin

Jornalista esportivo, com a missão de informar tudo o que rola na região, seja na base, amador ou profissional.