A OAB de São Paulo realiza nesta quinta-feira (3), das 16h às 18h, uma sessão extraordinária para discutir uma posição institucional sobre os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal. Entre os pontos em análise estão o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes enquanto durarem as apurações do caso Master e a possibilidade de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarar-se suspeito para atuar no caso.
A iniciativa ocorre após a OAB do Paraná aprovar, na quarta-feira (2), um documento com os mesmos pedidos e encaminhá-lo ao Conselho Federal da OAB, solicitando que a entidade nacional também avalie a questão. Segundo o presidente da OAB-PR, Luis Casagrande Pereira, a decisão foi tomada pelo conselho estadual, formado por 140 conselheiros, sem antecipar qualquer julgamento sobre eventuais ilícitos.
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O documento paranaense afirma que o relatório da Polícia Federal apresenta referências de naturezas diferentes a Moraes e Gonet, mas sustenta que a permanência de ambos no exercício pleno das funções durante a apuração pode afetar a credibilidade do procedimento. Em relação a Gonet, a OAB-PR defende que, caso ele não reconheça voluntariamente sua suspeição, a questão seja submetida ao Conselho Superior do Ministério Público Federal. A OAB do Rio de Janeiro também colocou o tema em discussão nesta quinta-feira.