Muitos líderes suavizam tanto o feedback que a mensagem desaparece e o liderado sai da conversa tranquilo, sem perceber o que precisa mudar para evoluir. Assim, ele continua a repetir os mesmos erros, continua à espera da promoção e a alimentar expectativas que dificilmente se concretizarão.
Poupar alguém da verdade não é empatia. É uma forma silenciosa de traição profissional, até, uma deslealdade disfarçada de gentileza.
O feedback honesto pode doer, mas tem de esclarecer. Se o liderado sair da conversa sem perceber o que fez certo e o que precisa mudar, a liderança não cumpriu o seu papel.
Enfim, quem quer crescer precisa de maturidade para ouvir aquilo que não gosta, mas quem lidera precisa saber transmitir aquilo que o outro precisa ouvir. E esta é uma das competências mais negligenciadas na promoção de um líder. Ascende-se bons profissionais e presume-se que saberão naturalmente conduzir conversas difíceis.
Assim, poucos aprendem sobre feedbacks claros, firmes e… respeitosos.