Uma empresa pode analisar a contratação de um executivo, a entrada de um sócio, uma sucessão, um investimento ou uma distribuição de resultados, como questões essencialmente empresariais. Mas, quando existe uma família por trás do negócio, quase sempre há outras dimensões envolvidas. Decisões aparentemente simples podem tornar-se complexas, porque negócio, patrimônio e família estão presentes na mesma decisão, com interesses, expectativas e tempos diferentes.
E o risco surge quando essas dimensões não são reconhecidas e problemas familiares passam a ser discutidos como se fossem empresariais e questões empresariais resolvidas com critérios familiares.
Separar essas dimensões, sem ignorar a família, significa compreender qual papel cada dimensão deve ocupar naquela decisão.
Isto porque, em uma empresa familiar, decidir bem exige mais do que perguntar: “O que é melhor para a empresa?!?” Às vezes, é preciso perguntar também: “melhor para a empresa, mas em qual dimensão e com quais consequências… para as demais?!?”