Santo Deus, que momento! Espere… Pensando bem, o momento de que vou falar não é novo, sempre foi assim. O mundo sempre foi o mesmo, as mudanças não passam de cenários atualizados. Hoje é muito difícil alguém esconder uma trapaça, o caráter, as sem-vergonhices… Tudo é hoje bem escancarado ou descoberto. Ouça a manchete que acabo de ler, jornal de São Paulo: – “Cansaço, falta de parceria e excesso de telas pesam nas relações conjugais”. Novidade? Quem se vai fazer de ingênuo para dizer que não é bem assim? Casamentos não estão passando de um mero convívio debaixo do mesmo teto, ainda que os outrora chamados de pombinhos digam que não. Casamento passou a ser um cansaço, cansaço gerado pelo embotamento emocional, pelo “nem-aí”, muito mais deles com elas do que delas com eles. O homem depois de casado, depois de se apropriar da mulher, relaxa, atira-se. E com isso o casamento não passa de duas pessoas dividindo, quando dividem, a mesma cama. E por que os casamentos de hoje, por maioria, se alicerçam nos silenciados gemidos da falta de parceria? Porque parceria é uma via de mão dupla, o que ela faz de bom para mim, eu faço para ela, mas tudo de modo natural, não por pensadas ações teatrais. Só vivem bem na parceria os que de fato se amam. Excesso de telas, tanto dele quanto dela? Fuga. Esse excesso de telas, celulares na palma da mão e dedos de cima para baixo o tempo todo, não é outra coisa senão fuga, fuga da vida vazia. Um casamento gerado por amor e permanente consciência de que a relação deve se renovar continuamente será um casamento feliz. Muitos imaginam que a rotina faz a vida de casados um fardo. Esquecem que uma rotina amorosa é a felicidade na vida. Casamento dever ser uma “eternidade” de dois em um. Mas alguém me pode dizer: – “Ah, Prates, estamos casados há mais de 10 anos”! E daí? Hoje é o primeiro dia do futuro do casamento. Os “ontens” foram vivências, limões muitas vezes transformados em limonadas, que é o que fazem os que de fato se amam. E quantos de fato se amam fora das telas da mentira?
PIADA
Será mesmo que é piada? Nos meus arquivos de jornais, tenho uma charge do Maitena, paulista, de fevereiro de 2010. São dois homens conversando. Um deles pergunta ao outro: – “Existe algo que te faça sentir pior do que ter uma mulher que não trabalha e vive te pedindo dinheiro para tudo? E o amigo responde:- “Sim, ter uma mulher que trabalha e nunca te pede nada porque ganha mais do que você”! É uma forma piadista de dizer que o melhor para o marido é ter a mulher no cabresto da dependência financeira… Piada?
CANSAÇO
Cansaço mesmo. Todos os dias leio manchetes como esta: – “Inglaterra reconhece misoginia médica como falha estrutural do Sistema Público de Saúde”. Veja bem, Inglaterra, país dos outrora invasores de terras mundiais, povo de primeiro mudo, isso e aquilo, tudo lorota. Lá, como aqui, as mulheres são deixadas em segundo plano nas emergências de saúde. Lembrem-se disso ao votar, amigas!
FALTA DIZER
Ouvidos de escutar e olhos de perceber nos salvam das enganações. Tenho ouvido “candidatos”, gente torpe, nauseabunda, gritando contra o aborto, um direito da mulher. E um direito sem discussões nos casos de estupro, mas… Os falsamente bons mentem. Gostaria de ouvi-los se a mãe, a filha ou a mulher deles fosse estuprada. Farsantes!