Corremos atrás dela. Dela quem? Ora, da felicidade. Nascemos e somos “educados” para sermos felizes. Mas o que é mesmo ser feliz? Muitas pessoas vivem felizes e não sabem disso. Aliás, toda vez que falo desse assunto, lembro de Ataulfo Alves, que escreveu e cantou: – “Eu era feliz e não sabia…”. Uma verdade poética, mas incontestável. Muitos de nós somos felizes e não sabemos, não sabemos por falta de consciência e por comparações com outras pessoas. Aliás, um dos nossos mais severos enganos é julgar os outros pela aparência ou por suas mentiras. E quando é que mais sofremos e mais rogamos por uma pequena felicidade? Quando perdemos a felicidade que tínhamos e não sabíamos. Um desconhecimento gerado pelas autoenganações. Na sociedade insana em que vivemos, somos julgados pelo nosso saldo bancário, por nossa casa, por nossas ostentações e mentiras, enfim. Muitos somos felizes e não sabemos, mas… Vamos ficar sabendo quando a vida nos der um inevitável empurrão. Temos saúde, mas… Ora, ter saúde não é riqueza, dizem muitos. Ah, é? Então vá ao hospital e fale com os que estão na UTI. Temos nossa casa, uma casinha que seja, mas… É nossa, é o nosso recanto. Temos um trabalho, seja ele qual for, mas… É o nosso trabalho. Temos, muitas vezes, família, esposa, marido, filhos, mãe, pai, seja quem for, porém… Vivemos choramingando por alguma coisa, coisa, mais das vezes, absolutamente dispensável na vida. Vivemos numa comunidade que pode ser boa ou péssima, tudo vai depender do nosso modo de pensar, viver, agir e reagir. Temos, quase sempre, as coisas de que precisamos para sermos felizes, uma pequena felicidade, mas felicidade. Insisto, quando perdemos algum desses “pequenos” valores que não nos caem na caixa da consciência, aí começamos a chorar e a olhar para trás. Todos nós somos, de um modo ou de outro, ricos, ricos do ponto de vista de outras pessoas, pessoas que gostariam de estar em nosso lugar. E nós fazemos o mesmo, repito, esquecendo que, mais do tempo, somos felizes e não sabemos. Chorar, queixar-se, lamentar-se e tirar de nós mesmos a felicidade que nos estende a mão e que não vemos, mas… Vamos vê-la quando a vida nos der, então, o tombo de que precisamos para acordar.
CUECAS
Manchete de jornal paulista: – “Mulheres representam metade das compras de cuecas; itens são adquiridos para filhos e maridos”. E quem não sabe? Ora, se as mulheres são as que compram as “fraldas” dos bebês, por que não seriam elas também a comprar cuecas para os que só crescem em tamanho? Engraçado, para bater em quem tem menos força física são machos, para trocar de roupa precisam de “mães”? É preciso mais espelhos no comércio da vida…
MÃOS
Em algumas regiões do planeta não são usadas as mãos para cumprimentos pessoais. Correto. Não há nada mais sujo no corpo humano do que as mãos, todavia, lá vem alguém conhecido e… Mãos esticadas para o cumprimento, mais das vezes apenas um símbolo, amizade mesmo nada… E quem duvidar, sugiro que olhe as pessoas por alguns momentos. Nojo. As mãos são passadas em todos os lugares e até em lugares não vistos do corpo. Melhor seria um aceno de cabeça…
FALTA DIZER
Ela (não lhe digo o nome) é bem objetiva e até cáustica nas colunas que escreve, e uma das verdades ditas pela colega é esta: – “Homens ajudam mulheres, mas que elas não ousem ultrapassá-los, mesmo que sejam esposas”. E eu acrescento: quando ajudam é para serem “sustentados”.