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Obras de duplicação de rodovia no PR revelam sítios arqueológicos e peças que podem ser do século 19

Foto: EPR Litoral Pioneiro

Por: Elisângela Pezzutti

25/08/2026 - 16:08 - Atualizada em: 25/08/2026 - 17:00

Fragmentos de louças, vidros e porcelanas foram encontrados durante as obras de duplicação da BR-153, entre Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, no Norte do Paraná. Segundo pesquisadores, os materiais podem ajudar a contar parte da história do deslocamento de pessoas que viviam em fazendas do estado de São Paulo.

De acordo com o arqueólogo Filipe Coelho, coordenador do projeto de salvamento arqueológico da concessionária EPR Litoral Pioneiro, as peças podem ser do período de 1860. A hipótese é de que, naquela época, o trecho da rodovia fosse utilizado como rota por charretes que transportavam viajantes em direção às áreas de cultivo de café no estado.

Ao todo, cinco sítios arqueológicos foram identificados ao longo das obras de duplicação da BR-153. Os fragmentos foram encontrados em quatro deles, localizados nos km 7, 22 e 23. A descoberta ocorreu após um retorno do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) à concessionária, determinando a presença de uma equipe de arqueólogos durante o processo.

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“O Iphan nos retornou, classificando a rodovia em nível 3 e a necessidade de acompanhamento contínuo durante toda a implantação da obra de duplicação por meio de um monitoramento, supervisão em arqueologia”, explicou Cássia Padilha, coordenadora de sustentabilidade da concessionária.

Apesar dos achados arqueológicos, as obras não foram interrompidas e seguem dentro do cronograma previsto. Segundo a EPR, nos locais onde os sítios foram identificados, é realizado o trabalho de resgate dos materiais encontrados.

Foto: EPR Litoral Pioneiro

Grafismos em pedra

O quinto sítio arqueológico identificado pela concessionária está localizado na Pedra Criminosa, formação rochosa às margens da BR-153, em Jacarezinho.

No local, arqueólogos encontraram grafismos em pedra, que agora passam por análises e estudos. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o contexto ou a possível história relacionada às marcações.

Foto: EPR Litoral Pioneiro

Destino das peças

Os achados foram comunicados ao Iphan, que, segundo a concessionária, classificou as áreas como sítios arqueológicos.

Após serem retirados dos locais e passarem por uma análise inicial, os materiais serão encaminhados para a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“Essas peças passarão por uma triagem, uma limpeza e na sequência serão tombadas”, afirmou Cássia.

A identificação do período histórico ao qual os objetos pertencem poderá contribuir para ampliar o conhecimento sobre a ocupação humana e a história da região.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.