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Honestidade indispensável

Por: Luiz Carlos Prates

25/08/2026 - 07:08

Tudo o que existe fora da Natureza foi invenção humana. E os humanos, muitos sem ter o que fazer, sentam e pensam: o que fazer? Inventar. Inventar histórias, desculpas, são alicerces para as fraquezas humanas. Todos estamos nesse balaio das desculpas frias, claro, para que não nos chamem de preguiçosos ou fracassados. De onde veio o primeiro ser humano? Sem ter respostas, os humanos inventaram as religiões. Mas e antes das religiões, quem criou os “criadores”? Nada vem do nada, tudo vem de algo. E essa verdade, de que tudo vem de algo, de alguém, levou-nos à criação do destino. – Ah, sofro porque é meu destino, sou um fracasso porque é meu destino, o casamento errado foi meu destino, e assim se arrasta a balela infinita das invenções. Destino é palavra usada tipicamente pelos perdedores, nenhuma pessoa que tenha construído honestamente uma boa riqueza vai dizer que foi destino, vai nada. Vai dizer, isso sim, que foi suor, confiança, um propósito existencial levado ao pódio da vitória. Os atirados na vida gostam de usar da palavra destino. Se houvesse uma confirmação desse destino, ninguém dele escaparia, mas… Ninguém também iria lutar por nada, afinal, se o destino estivesse escrito tudo ia dar certo… Doenças graves ou são herdadas dos pais ou são resultantes de descasos com a saúde ao longo da vida. É o que mais acontece com a maioria dos doentes, descuidos continuados, continuados até a pessoa dizer que é ou foi destino… Olharmo-nos no espelho e dizer a plenos pulmões: aí está o escritor do meu destino: eu mesmo. O mais é fugir da raia. Vejo todos os dias, pessoas jovens atiradas na vida, vivendo debaixo de árvores ou marquises, são os mendigos, hoje “moradores de rua”. Por que estão atirados na vida? Porque se entregaram às desculpas, na essência nunca se respeitaram, nunca viram um possível trabalho como a ponte para o outro lado da pobreza… Os ditados populares são magníficos nas verdades que nos passam, como, por exemplo, o que diz que – “Colhemos o que semeamos”. Será que uma guria que tira 10 na escola vai dizer que ela não estuda, que as notas elevadas que recebe são destino? Vergonha na cara faz bem. E não é destino.

AVISO

Uma coisa é ignorar, outra é saber e não responder. Maioria das “famílias” não leva os filhos para as vacinas. Não levam por quê? Não levam por ignorarem o significado e o efeito das vacinas ou por estupidez política e existencial? Acabo de ler sobre um brasileiro que voltou dos Estados Unidos infectado pela varíola, o pamonha não se vacinara no Brasil e os Estados Unidos estão ladeira abaixo, as vacinas por lá estão nas gavetas… Semeou, colheu.

VIDA

Comprovado mundialmente pela Psicologia – pessoas que costumam ser positivas em seus pensamentos, pessoas que não se veem como perdedoras não sofrem, jamais vão sofrer de depressão. E fique claro: depressão não é doença, é reação psicofísica a pensamentos de nulidade, de fracasso, mas… Os depressivos não admitem essa verdade. Chega de embromações. Verdade é remédio amargo, mas… Combate e vence a depressão.

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FALTA DIZER

O que é liberdade? – “Ah, é poder fazer tudo que não é crime”! Vou trocar a palavra liberdade pela expressão falta de respeito. Vejo todos os dias nos shoppings de Florianópolis homens vestindo calções que mais parecem cuecas, camisetas apertadas, tênis sem carpim e nem aí… E as mulheres ao lado deles bem-vestidas, mas não cobram respeito dos ordinários… Depois não se queixem.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.