Muitas pessoas vão vivendo, vivendo, mas, na verdade, não vivendo, vão respirando, isso sim. Viver exige consciência, e uma consciência bem alinhada costuma criar uma vida sem muitas trepidações. Neste momento, por todo planeta, há pessoas muito ricas gemendo. Gemendo dores de todo tipo, especialmente as emocionais. Ué, mas o dinheiro não compra tudo? Sabemos que não. Não há montanhas de dinheiro capazes de produzir “automaticamente” felicidade. E graças aos céus que a coisa é assim, de outro modo só os ricos seriam felizes. Tudo o que alguém acumular hoje será de outros no futuro. Nascemos sem nada, ainda que a família geradora seja ou tenha sido muito rica e, ao partir, também deixaremos tudo… O além não tem saldo bancário, nem sabe o que é isso, mas sabe muito bem do que é uma alma rica, a melhor, senão a única, das riquezas. O ser humano é de certo modo um porão de inutilidades, a partir dos valores introjetados e vividos quase sempre sem que haja consciência dos entulhos. A velhice é desprezada, ridicularizada e mesmo “esquecida” por muitas pessoas, pessoas que ainda estão longe da velhice, mas… Não querem morrer cedo. Como é que alguém que despreza, destrata a velhice diz ou faz força para viver muitos anos? São as contradições das cabeças aéreas. O roteiro humano durante a vida é igual para todos, os bens materiais são meramente assessórios, na essência, lá no fundo das almas somos todos iguais, fracos, inseguros, invejosos e algumas vezes generosos, compreensivos. Ter esperança é indispensável na vida, sem ela arriamos, não atravessamos a ponte até a felicidade. Mas não devemos ter esperanças muito longas, tudo lá muito adiante… Vem dessa verdade a maior de todas: o elixir de uma vida longa e razoavelmente feliz é o trabalho, um trabalho que não acabe ao momento da (levianamente) sonhada aposentadoria. É a velha história de termos, necessariamente, um propósito na vida, algo que não se confunda com dinheiro, mas com entusiasmo, encantamento e, sem escape, prazer… Um casamento alicerçado pelo amor, respeito e cuidados mútuos, filhos e familiares, ah, Santo Deus, seria o paraíso na terra, mas… Quem tem essa riqueza? Poucos, raros. Dificuldades? Todos temos e por elas passamos ou patinamos, mas… Nunca esquecer: um bom gerente interno, na nossa cabeça, é o dedo apontado para uma vida feliz…
REALIDADE
Chegamos ao ponto de só acreditarmos (os lúcidos) no que acontece à nossa frente. Vejo todos os dias, por mim ou mandadas por amigos, fotos inacreditáveis, mas… “Reais”, reais diante da realidade do hoje, a realidade da I.A. Como acreditar? Hoje, como nunca antes, precisamos de provas, de provas reais no aqui e agora. Fora disso é deixar a cara para os tapas das mentiras. Confiar em pessoas? Quem, quando, por quê? Não é mesmo, políticos?
FUJÕES
Fujões ou ignorantes. Todos os dias leio sobre brasileiros maltratados em Portugal ou nos Estados Unidos. Fujões desinformados que deixam o Brasil por uma vida melhor lá fora. Baitíssima ignorância. Serão explorados, ofendidos, segregados e não terão defesa. Nenhum país do mundo tem as riquezas do Brasil, e é bom não esquecer que com determinação e propósito tudo é possível ao que crê, aqui no “Brasilzão” de todos nós. Ouviram, fujões?
FALTA DIZER
“Surtos de insatisfação com a vida”, essa era a manchete que acabei de ler. Epidemia mundial, pessoas insatisfeitas com a vida, mas… Esquecendo que a vida nós a fazemos, tudo a partir do modo de pensar, crer e agir. O mais é fuga, covardia e desculpas.