O convívio social é tóxico, mas sem o convívio social nos apagamos. Paradoxo? Sim, mas é a vida, um sobe-desce, paradoxos, verdades e mentiras, porém… Cabe a nós ter olhos de perceber e ouvidos de escutar. Só os embusteiros da vida vêm com a conversa mole de que foram enganados. Nos convencionais da vida não há enganos, há interesses, muitos desses interesses estão no nosso subconsciente, o porão da nossa cabeça. Dia destes, comentei para as rádios catarinenses que têm meus comentários sobre um assunto por demais repetitivo, este: – “Até que ponto amigos influenciam a saúde mental de adolescentes”? Ora, até o mesmo ponto que os nossos amigos nos influenciam, a nós, adultos. Somos o tempo todo influenciados, aliás, o proverbio garante: – “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”! Começamos a vida, por exemplo, “imitando” os pais ou engolindo a mensagem do pai que dá no pé tão pronto a filha ou filho nasce… Somos um pouco de todos os nossos amigos. Sem esquecer o ditado que diz que – “Os semelhantes se atraem”. Admiro alguém por alguma estupidez desse alguém, uma estupidez que também é minha, admiro a pessoa e não me dou conta de que a minha admiração vem de um “casamento” de personalidades. E hoje com os relacionamentos digitais, fica quase impossível evitar que crianças e adolescentes se intoxiquem com exemplos errados, torpes. E será que isso também não vale para os adultos? Óbvio que sim. Nos relacionamentos presenciais, físicos, é um pouquinho mais difícil sermos intoxicados por fantasias alheias, mas… Nas redes sociais todos são (ou somos) reis e rainhas, príncipes e princesas, claro, tudo pelas mentiras quem contamos, mentiras que intoxicam. E como sair desse quarto escuro da vida? Com vagar e atenção, sem cairmos na tentação de acreditar em tudo que os outros dizem fazer ou fazem. Há pessoas que dizem ter milhões de seguidores, e se acham os tais, mas… Não têm dois ou três amigos, amigos daqueles de nos emprestar o lenço na hora de chorarmos nossas dores. Os jovens de hoje, coitados, nunca subiram numa árvore, mas… Mentem, contagiam e são contagiados. E nós, os adultos metidos? Pior ainda…
REZAS
Juntar as mãos, repetir uma cansativa oração é coisa miúda, mas por muitos chamado de fé. A pessoa reza, reza, pede uma graça e fica esperando pelo “milagre”. Negativo. Ou a pessoa muda radicalmente o modo de pensar e arregaça as mangas partindo para “construir” o desejo ou vai perder o tempo. O santo não ajuda a quem não se ajuda. Só rezar sem mudar o modo de pensar e nada fazer de prático, esperar por milagre é caso de internação psiquiátrica. Todos os “milagres” começam ou se anulam na cabeça da pessoa.
105
Foi esse o número que ouvi há pouco num telejornal, 105, em média, são as internações hospitalares em São Paulo em razão de acidentes com motos. Nada de novo. Maioria dos motoqueiros anda em zigue-zague, não respeita sinaleiras, não respeita carros, ônibus nem pedestres e querem segurança? Não estou falando no crime dos ordinários que abrem o escape das motos, produzindo um barulho desrespeitoso e impune de parte das “autoridades”. A velha história da semeadura…
FALTA DIZER
Ontem ouvi um “bacana” dizer que não perde tempo vendo telejornais. Perguntado sobre que jornal lia, respondeu do mesmo jeito: Ah, também não leio! Fico pensando, e um alienado desses se acha alguma coisa, vota e bate na mesa. E a cabeça? Vazia como um coco raspado.