O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 mantém entre os projetos de longo prazo a proposta de uma ferrovia de aproximadamente 850 quilômetros atravessando Santa Catarina de Oeste a Leste. O traçado previsto parte de Dionísio Cerqueira, na região de fronteira com a Argentina, e segue até a estrutura portuária de Itajaí e Navegantes, no Litoral Norte catarinense.
A ligação ferroviária aparece no planejamento como um empreendimento para o futuro e integra a carteira de projetos do setor. O plano também contempla a ferrovia litorânea, projetada para conectar os portos de São Francisco do Sul e Imbituba. Até o momento, porém, não há obra em andamento para implantação dessas linhas.
A proposta de conectar o Oeste ao Litoral catarinense por trilhos é antiga. O projeto ficou conhecido inicialmente como “Ferrovia do Frango”, por causa da possibilidade de utilização da estrutura para o escoamento da produção avícola do Oeste até os portos. Posteriormente, passou a ser chamado de Corredor Ferroviário de Santa Catarina, além de também ter recebido a denominação de Ferrovia da Integração.
A ligação já estava prevista no Plano Diretor Ferroviário de Santa Catarina. Em 2014, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciou um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para o empreendimento. O estudo chegou a ser finalizado, mas a contratação do projeto não avançou.

Outro projeto ferroviário envolvendo o Oeste catarinense foi contratado pelo Governo do Estado em 2022. O traçado liga Chapecó a Correia Pinto, no Planalto Serrano, com aproximadamente 319 quilômetros, e foi planejado para permitir conexão com o Tronco Sul e, consequentemente, com a malha ferroviária nacional.
A estimativa apresentada para essa obra é de cerca de US$ 2 bilhões. Apesar do avanço nos estudos, ainda não há definição sobre quando uma eventual contratação das obras poderá ocorrer.
A presença dos projetos no PNL 2050 representa a inclusão das propostas no planejamento de longo prazo da infraestrutura de transportes. Isso, no entanto, não significa que haja recursos garantidos ou prazo definido para que as ferrovias sejam implantadas.