Quem garante que o filho de um rico vai ser rico e bem realizado na vida? E quem, de igual modo, garante que o filho de um pobre, bem pobre, vai ser pobre ou fracassado na vida? O jogo da vida é para todos. Ninguém é favorito nesse jogo. O filho do rico bem que pode comprar um diploma (como muitos o fazem), pode ser um herdeiro robusto, mas no fundo no fundo é apenas um herdeiro, um nada. A vida, de um modo ou de outro nos iguala, com saúde pelo corpo só não vamos atingir o topo do nosso possível Everest existencial por desânimo e falta de coragem, covardia e preguiça. A verdade bíblica do – “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” – é incontestável. Todos nascemos com a mesma riqueza no banco da vida, isto é, nossas vidas são de 24 horas por dia, a todos, sem exceção. O que nos vai levar às diferenças é o que fazemos com essas igualitárias 24 horas diárias. Muitos ficam na cama até mais tarde, outros acham que é cedo, são muito jovens, outros dizem que tão pronto o tempo mude, pare de chover ou esquente um pouco mais vão fazer o que eles têm que fazer… Procrastinações típicas dos perdedores na vida. Trabalhar como um (pobrezinho) burro de carga não é sinônimo de bravura ou inteligência, pode ser, e mais das vezes o é, acomodação. Das igualitárias 24 horas por dia, se fizéssemos um resumo do que realizamos de produtivo e de quanto tempo jogamos fora, bah, seria uma vergonha coletiva, por certo. E essa história de “amanhã eu faço” é esquecer que as horas jogadas fora ou transferidas para amanhã já não serão as mesmas horas, as de ontem se foram, nunca mais vão voltar. – Ah, Prates, tu estás querendo que eu me transforme num “sem parar”? Não, não é isso, mas é fazer todos os dias o que temos ou devíamos fazer, isto é, aquele passinho à frente. Deixar para amanhã é perda de tempo, claro, não esquecendo que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Quinze ou 20 minutos de um estudo, seja sobre o que for, vão transformar a pessoa numa potência, mas… A maioria deixa para “amanhã”, o dia preferido dos atrasados.
ELOGIOS
Todos temos virtudes ou defeitos, num grau ou noutro. Um dos erros mais comuns que cometemos é apontar de modo direto um eventual defeito de alguém. Se, ao contrário, elogiarmos uma virtude dessa mesma pessoa, ela vai crescer, crescer na virtude e diminuir, por consequência, seus defeitos. Quando nos elogiam por alguma coisa não notamos que começamos a fazer mais esforços para ganhar outro elogio. Elogios viciam, quando honestos, é claro.
VIDA
Sempre houve os “loucos” na vida. E quem são os “loucos”? Os que dizem a verdade, verdade é remédio e não veneno. Verdade é remédio amargo, mas é remédio, como dizer, por exemplo, que devemos escolher nossos amigos pela alma e pelo coração, nunca pela conta bancária. Este é o típico conselho, ou verdade, inútil na sociedade em que vivemos, sociedade dos idiotas influenciadores e dos nem-aí para a verdade. Não será por falta de aviso…
FALTA DIZER
Texto de jornal de uma “igreja” brasileira: – “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher… Assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas aos seus maridos (Efésios 5.21-24). Sem comentários. Vômitos.