Todos queremos viver em segurança. Uma criança não sente esse problema, nem os adultos ainda relativamente jovens, porém… À medida que envelhecemos, quando as maquilagens não nos escondem mais os anos vividos, caí-nos a ficha. A ficha da verdade: precisamos de segurança. Sim, mas que tipo de segurança? O dinheiro nos garante muito, mas não nos garante tudo. Acabo de ler uma manchete, pesquisa da DataFolha. A manchete da pesquisa diz muito: – “65% dos brasileiros dizem que depender menos do Governo melhora a vida”. A manchete é educada, sabemos que nenhum Governo nos dá tudo de que precisamos e menos ainda os positivos emocionais. Pelo contrário, governos nos sangram. Então, vamos deixar os governos de lado, mas e o que dizer das dependências afetivas ou financeiras pelas quais muitas pessoas passam? Nossos prazeres, nosso trabalho, nosso dinheiro não podem depender de governos, de “caridades” alheias. No que menos as pessoas pensam, ainda no início da maturidade, são nas dependências afetivas, ter alguém conosco, alguém que nos cuide, ajude, seja-nos de um modo poético a nossa própria “segunda” vida. Conheço, como psicólogo e jornalista, incontáveis pessoas que vivem suspirando, gemendo, abandonadas por filhos “amorosos”, mas que vivem longe, deram no pé. E os suspiros dessas pessoas “esquecidas”, solitárias, não são financeiros, afinal, sabemos, depois de uma certa idade qualquer salário mínimo nos quebra o galho. O problema é o abandono que pede por uma ajuda, um afeto. É impressionante como há poucas pessoas que pensam nisso e menos ainda se inquietam com essa possibilidade. E essa possibilidade está num crescendo sem limites. Filhos, já disse, batem asas e voam para longe, conscientes ou inconscientemente fazem isso para não serem chamados pelos pais para ajudas possíveis… Tive um colega, famoso na televisão catarinense, que ficou viúvo e o filho não o podia “cuidar”, e ele, o pai, foi colocado “generosamente” num centro geriátrico. O colega morreu poucos meses depois. Causa da morte? Causas naturais, disseram os estúpidos da cegueira afetiva. A pessoa trabalhou, deu duro, sustentou a família, envelheceu, foi “compulsoriamente” levado à aposentadoria e… Viu-se sozinho, “abandonado” pelo filho querido e não vendo mais o que fazer na vida: morreu. Dependências fazem parte da vida, sim…
48
Ano eleitoral, não há como escapar dos ditames do livro “As 48 Leis do Poder”. O americano que o escreveu, Robert Greene, foi um gênio. Vamos lá: – “A sua honestidade provavelmente vai ofender os outros… Melhor é dizer às pessoas o que elas querem ouvir, em vez de falar da verdade nua e crua. Sendo franco você se torna previsível e familiar e isso lhe tira respeito e temor. Se você deseja poder, ponha imediatamente a honestidade de lado… Treinar sempre a arte da dissimulação…”. Sacrossanta verdade!
IDADE
Conheço pessoas que se não me dizem a idade delas, nem vou parar para pensar. São pessoas alegres, otimistas, encantadas com a vida e seus propósitos na vida, esquecem o calendário das neuroses do tempo. São “jovens” e interessantes para sempre. Rugas desaparecem quando a pessoa tem brilho nos olhos e sorriso natural. Uma possibilidade de todos, porém uma verdade de muito poucos. Estamos em que lado dessa estrada?
FALTA DIZER
Lei Maria da Penha faz 20 anos. Não mudou nada. Os “murchos” continuam surrando e matando mulheres como nunca, haja vista que o Brasil é o país campeão do mundo em feminicídios. E que as mulheres parem de se enganar com as tais “medidas protetivas”, invenção de políticos. Inúteis. Mulheres, caiam fora no primeiro arroto do machinho…