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“Sem previsão para sair”: caminhoneiro de SC segue retido em meio à nevasca na Argentina

Foto: Defesa Civil de Neuquén

Por: Elisângela Pezzutti

11/08/2026 - 10:08 - Atualizada em: 11/08/2026 - 10:33

O caminhoneiro Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina, completou nesta segunda-feira (10), 26 dias retido em meio à nevasca histórica que atinge a fronteira entre Argentina e Chile. O motorista tinha previsão de deixar o local no fim de semana, mas não conseguiu seguir viagem e permanece na aduana.

Jairo está na província de Mendoza, na Argentina, em uma região afetada pelas fortes nevascas na Cordilheira dos Andes. Segundo ele, além das condições climáticas extremas, os caminhoneiros enfrentam falta de estrutura e assistência no local. “Aqui é uma aduana que é praticamente zero em assistência. Não tem banheiro, chuveiro, só um cano que sai água fria. Não tem ambulância de plantão, nada”, relatou.

As baixas temperaturas também dificultam a rotina dos motoristas. Conforme Jairo, a temperatura registrada durante a tarde desta segunda-feira chegou a -2ºC. “A maioria levanta tarde aqui. Está fazendo muito frio na rua”, contou.

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Caminhoneiro Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina, está preso na nevasca há quase um mês: “Não tem banheiro, chuveiro, só um cano que sai água fria. Não tem ambulância de plantão, nada”, conta | Foto: Arquivo pessoal

Mais de 1,5 mil caminhões já ficaram parados

A situação também afeta outros caminhoneiros catarinenses. Mais de 50 caminhões de uma única empresa de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, já ficaram retidos na aduana. Empresários de outras cidades da região, incluindo Chapecó, também relatam veículos parados no local.

Os motoristas não conseguem prosseguir devido às condições da estrada, que está tomada pela neve e, em alguns pontos, congelada. Segundo relatos dos caminhoneiros, mais de 1,5 mil caminhões já chegaram a ficar parados na região.

Os sindicatos das empresas de transporte do Oeste de Santa Catarina afirmam que não é possível estimar quantos caminhões do Estado já passaram ou permanecem retidos no local. Além da preocupação com a segurança e o bem-estar dos motoristas, empresários da região também demonstram preocupação com os impactos econômicos e operacionais provocados pelos atrasos nas entregas.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.