De uma feita, após uma palestra que fiz numa cidade catarinense, duas mulheres me puxaram pelo braço… Elas queriam que eu repetisse uma frase que fiz na palestra ou dissesse que me enganei. A frase foi: – “Olha gente, o único casamento que devemos fazer só por amor é o casamento com nosso trabalho, esse casamento tem sim que ser por amor”! Fiz uma ênfase especial sobre o trabalho já que muitos o veem como pura necessidade e um verdadeiro tormento. Acabei de ler, no portal Metrópoles, sobre a epidemia de burnout e ansiedades no trabalho de milhões de brasileiros. Burnout é uma estafa, um estresse produzido pelo trabalho, pelo ambiente de trabalho. E ansiedade é medo do futuro, um medo vago, nada objetivo. O medo é objetivo, tenho medo de cachorros… Se tenho medo de cachorros, um medo objetivo, tenho duas saídas: enfrentar os cachorros ou deles fugir. Já a ansiedade é um medo indefinido, é um sentir-se vulnerável sem saber a pessoa como se defender. Mas fique claro, a ansiedade é criada pela pessoa, por seus modos de ver a vida. O trabalho, tão amaldiçoado pelos que só trabalham por dinheiro, nos livra de três grandes aborrecimentos: tédio, vício e pobreza. Nosso trabalho precisa se confundir com o que chamados de propósito, uma causa por que lutar durante a vida. Caso contrário, a aposentadoria seria o céu na terra, mas… A aposentadoria é a contagem regressiva para uma morte antecipada. Já o propósito não morre, ele nos tira da cama de modo prazeroso, sem pensar em quanto vamos ganhar. O trabalho nos anestesia para muitas ilusões na vida, ilusões tolas, enganosas. O trabalho que se confunde com um propósito é como passaporte de diplomata: nos abre todas as portas do mundo da vida… Estou cansado de dizer que ninguém é forçado a fazer o que faz, somos livres para escolher nosso trabalho e aceitar o salário que nos oferecem. Tudo o que fazemos por gosto, por amor, não nos cansa, não aquele cansaço que nos leva aos gemidos. Chegar lá adiante na vida, olhar para trás e dizer: – “Oh, como perdi tempo, como fiz escolhas erradas”, é tarde demais. A hora das nossas mudanças é agora.
BARULHO
Cada vez mais canalhas dirigindo motos barulhentas, motos que foram deixadas barulhentas em oficinas. Moto barulhenta? O vagabundo tem que perder a moto e a oficina que fez a bandalha tem que ser fechada. Omissão grave das “autoridades” que nada fazem diante dessa falta de respeito à ordem pública. Não menosprezem o povo, não brinquem…
VEXAME
Foi dia destes, em São Paulo. Um empresário retornava de viagem à Europa quando, logo após descer do avião, teve um ataque cardíaco e morreu. Ele voltava com uma amante, mulher de 19 anos. Ela não sabia que ele era casado. E, é claro, foi ao velório do “namorado”. No velório havia três “viúvas”, todas chorando pelo mesmo marido. Ninguém sabia de nada até então… Foi um fuzuê quando as viúvas se descobriram no velório. O cara desrespeitou o respeito e esqueceu que dentro de nós há um Tribunal de Justiça severíssimo. Onde ele estará agora…?
FALTA DIZER
Na novela “Quem Ama Cuida”, uma mulher fala com o cachorrinho dela na hora da comida, e ela diz ao cachorro: – “Eu acho que andaste lendo “As 48 Leis do Poder”! Isso porque o cachorro fazia ranços para comer. Falo desse livro há muitos anos nas colunas, livro imperdível para os “políticos”, aliás, escrito a partir deles…