A mulher de 43 anos esfaqueada pelo filho teve a morte cerebral confirmada após permanecer internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José, em Jaraguá do Sul. Meriane Abreu Lima havia sido socorrida em estado grave depois de ser atacada com uma faca pelo próprio filho, um adolescente de 17 anos..
A Polícia Militar atendeu a ocorrência na manhã de terça-feira (4), no bairro Santo Antônio. As guarnições foram acionadas depois que o próprio adolescente entrou em contato com o serviço de emergência e afirmou que havia “matado a mãe”.
Ao chegarem ao endereço, os policiais localizaram e apreenderam o jovem. Na sequência, as equipes entraram na residência e iniciaram os primeiros socorros à vítima.
Conforme as informações, a discussão teria começado depois que a mãe pediu ao filho que colocasse um casaco. Irritado, o adolescente teria pegado uma faca e atingido a mulher.
Meriane foi encontrada com ferimentos graves provocados por agressões nas regiões do pescoço e do rosto. Ela recebeu atendimento das equipes de resgate e foi encaminhada ao Hospital São José.

Segundo os relatos colhidos durante a ocorrência, o adolescente confessou o ataque e informou ter utilizado uma faca contra a mãe.
O pai do jovem relatou que o filho é autista e tem esquizofrenia, além de fazer uso de medicamentos controlados. Ele também informou que é separado da mãe do adolescente. A informação faz parte do contexto familiar relatado e não estabelece relação direta entre o autismo e o ato investigado. Pessoas autistas não devem ser associadas à violência de forma generalizada, e cada caso deve ser analisado individualmente e sem estigmatização.
O pai também informou que pretende solicitar a internação do filho em uma clínica médica, com o objetivo de retirá-lo da unidade de detenção.
A Polícia Civil e a Polícia Científica realizaram os procedimentos de investigação e perícia no imóvel. Após o atendimento da ocorrência, o adolescente foi conduzido à delegacia para as providências legais.
Posteriormente, o jovem de 17 anos foi transferido para uma unidade do Departamento de Administração Socioeducativa de Santa Catarina (Dease), em Blumenau.
O órgão estadual é responsável pelo atendimento de adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas, com ações voltadas à reintegração social, ao desenvolvimento pessoal e à redução da reincidência em atos infracionais.
O caso segue sob investigação.