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Mulher é atropelada na saída de baile e tem parte da perna amputada em SC

Foto: Divulgação

Por: Ewaldo Willerding Neto

07/08/2026 - 08:08 - Atualizada em: 07/08/2026 - 08:23

Um caso investigado como tentativa de feminicídio terminou com uma mulher gravemente ferida em Rio do Campo, no Vale do Itajaí. A vítima, Ângela Corrêa da Cruz, precisou amputar parte da perna depois de ser atingida por uma caminhonete conduzida pelo ex-companheiro, na madrugada de domingo (2).

O atropelamento aconteceu na saída de um baile, na comunidade de Santa Maria. Conforme o relato da vítima, ela havia se abaixado para verificar um pneu do carro antes de seguir viagem quando foi atingida.

A caminhonete bateu na traseira do veículo e ficou sobre a perna de Ângela. Um primo dela também foi atingido e sofreu ferimentos, principalmente na cabeça. Ele passa bem.

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Depois do atropelamento, o motorista teria abandonado o veículo e fugido a pé. Ângela sofreu amputação parcial da perna, fraturou duas costelas e perdeu grande quantidade de sangue. Ela também relatou ter sofrido duas paradas cardíacas e precisado de transfusão durante o atendimento no Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul.

O ex-casal estava separado havia cerca de três meses, após um relacionamento de quatro anos. Segundo a vítima, os dois chegaram a conversar durante o baile e não houve conflito aparente antes da saída da festa.

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso. O suspeito foi localizado três dias depois e preso preventivamente pela Delegacia de Polícia Civil de Rio do Campo, com apoio da Polícia Militar. Ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Rio do Sul e permanece à disposição da Justiça.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do atropelamento. A Polícia Civil não informou a motivação, a versão apresentada pelo investigado nem se havia registros anteriores de violência doméstica ou medidas protetivas.

Após receber alta hospitalar, Ângela deverá seguir o tratamento com consultas e fisioterapia. Ela pretende utilizar uma prótese e retornar ao trabalho como cuidadora de idosos.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.