A deputada estadual Ana Campagnolo protagonizou nova crise interna no PL ao criticar fortemente seu correligionário, o senador Jorge Seif, o classificando de o “senador mais incompetente de SC e um dos piores do Brasil”. A fala, dita em entrevista à Rádio Jovem Pan News Litoral, de Itajaí, expõe um racha antigo. Em outubro, Ana disse que os candidatos ao Senado deveriam ser “100% catarinenses”, numa alfinetada clara em Seif e em Carlos Bolsonaro. Seif rebateu e chamou Ana de “professorazinha que não era nada e agora se acha uma liderança estadual”. Campagnolo foi a deputada estadual mais votada em 2022, com 196.571 votos. A parlamentar é ligada à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enquanto o senador está alinhado aos filhos do ex-presidente. Além disso, ambos têm base eleitoral em Itajaí e não se descarta que um projeto futuro, mirando a eleição municipal, possa alimentar a desavença.
Resposta
Usando as redes sociais, campo fértil para fomentar diferenças, Jorge Seif deu mostras de que o confronto tem visão de futuro: “Ana, guarda teu veneno para minha eleição de 2030”, cutucou. Ele ainda acusou a deputada de “oportunismo, querendo usar o bolsonarismo para ganhar espaço político”.
Sem emoção
Na mesma entrevista, em que também estava a deputada federal e candidata ao Senado, Carol De Toni, Ana Campagnolo não se mostrou empolgada em pedir voto ao filho 02, Carlos Bolsonaro. “Ele é o candidato escolhido pelo partido e temos todos a obrigação de carregar o time 22”, disse, em tom burocrático.
Estrangeiros
Criticado por sua falta de vínculo com SC, o fluminense Carlos Bolsonaro montou chapa para o Senado 100% “estrangeira”. O primeiro suplente será o ex-prefeito de São Lourenço do Oeste, Rafael Caleffi, que nasceu em Vitorino (PR). Já o segundo suplente, Pastor Balduíno Rodrigues Ferreira, nasceu em Vacaria (RS).
Urna

Foto: Divulgação/TRE-SC
Durante o “Conheça a Urna Eletrônica por Dentro”, o presidente do TRE-SC, desembargador Carlos Roberto da Silva, reforçou a importância do equipamento:“Precisamos fortalecer ainda mais a confiança no processo eleitoral e reafirmar a compreensão de que a democracia se protege com informação qualificada.