Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Vídeo: Pinguins são reabilitados e devolvidos ao mar em Florianópolis

Foto: Divulgação/R3 Animal

Por: Ewaldo Willerding Neto

03/08/2026 - 14:08 - Atualizada em: 03/08/2026 - 14:59

Um grupo de quinze pinguins-de-Magalhães foi devolvido ao mar na última quinta (30), na Praia do Moçambique, em Florianópolis, estreando a primeira soltura da temporada de 2026. A reabilitação e soltura foram conduzidas pela Associação R3 Animal, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na capital catarinense.

Os pinguins foram resgatados em diversas praias de Santa Catarina ao longo do outono e inverno, após encalharem com sinais de exaustão e desnutrição. O resgate foi feito pela R3 Animal e outras instituições executoras do PMP-BS. Todos eram juvenis, o que indica que estavam realizando a primeira migração a partir da Patagônia Argentina.

Entre os animais devolvidos ao oceano, quatro haviam encalhado juntos na Praia de Canasvieiras, em Florianópolis, no dia 31 de maio. Outros três pinguins que faziam parte do mesmo grupo seguem em reabilitação. O registro de sete pinguins vivos em um mesmo local surpreendeu a equipe da Associação R3 Animal.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

“É normal que pinguins nadem em bando quando estão saudáveis, mas quando encalham debilitados eles costumam ser encontrados sozinhos”, explica a técnica de monitoramento do PMP-BS/R3 Animal Stella Ferrari.

Os pinguins foram encaminhados ao Centro de Reabilitação da R3 Animal, onde receberam tratamento veterinário por cerca de dois meses. Os cuidados incluíram aquecimento para regular a temperatura corporal, hidratação, alimentação para ganho de peso e natação para garantir o condicionamento físico e a impermeabilização das penas.

Após estarem saudáveis e aptos para sobreviver na natureza, eles se juntaram a outros pinguins reabilitados para retornar ao oceano em grupo.

Por que os pinguins encalham?

Durante o outono e inverno, os pinguins-de-Magalhães partem de suas colônias reprodutivas na Patagônia Argentina em busca de águas mais quentes, onde há maior oferta de alimentos, e atingem o litoral brasileiro, principalmente as regiões Sul e Sudeste.

Neste deslocamento é esperado que muitos indivíduos juvenis, ainda inexperientes, se percam do bando e encalhem nas praias. Ações antrópicas como poluição marinha e interações não intencionais com pesca podem agravar a situação.

Em Florianópolis, 4.550 pinguins-de-Magalhães já foram registrados na temporada de 2026, dentre vivos e mortos, segundo dados do PMP-BS/R3 Animal até 2 de agosto. Desse total, apenas 220 estavam vivos no momento do resgate – proporção considerada dentro da normalidade.

Avistei um pinguim na praia: o que fazer?

  • Caso o pinguim esteja no mar, o resgate ainda não é autorizado;
  • Caso o pinguim encalhe na areia, não tente devolvê-lo à agua;
  • Não o coloque em contato com gelo;
  • Não tente alimentar o animal;
  • Afaste animais domésticos;
  • Acione o resgate do PMP-BS/R3 Animal: (48) 3018 2316 ou 0800 642 3341 (diariamente das 7h às 17h)

A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por OCP News (@ocpnews)

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.